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                                                                                                    2009 01 16

 

-Destaques:

 

 

Angus MacLise
«Brain Damage in Oklahoma City»
CD Siltbreeze, € 15,50

Encomendámos o disco, e depois apercebemo-nos que no site da grande Siltbreeze o disco acabava de esgotar. Portanto, disto não há mais - há na Ananana.
Fazia cá falta um disco de um dos mais esquecidos colegas de certos famosos nossos amados. Angus MacLise ( 1938 - 1979 ), o génio místico da percussão que acompanhou La Monte Young, Tony Conrad, e enfim, os Velvet Underground. Contudo, a Siltbreeze reuniu um conjunto de peças ao vivo, registos históricos, com o apoio do úbiquo Tony Conrad - para nos relembrar do que foi o pré-minimalismo, a febre da descoberta das linguagens musicais do Oriente. Angus MacLise inventou o maximum cembalum, congas de barril, foi poeta, inventou o calendário seguido por La Monte Young para o Theater Of Eternal Music, fez colagens sonoras em fita magnética, portou-se muito bem e morreu demasiado cedo.
É disco para ouvir como elegia ao compositor, rito fúnebre, encapsulando um certo caminho para a iluminação.

 

Alasehir
«The Philosophy Of Living Fire»

LP Siltbreeze, € 17,50

Alasehir é um dos vários projectos encabeçados por Michael e John Gibbons dos belos Bardo Pond e também Hash Jar Tempo, Alumbrados, Baikal, 500mg, Lsd Pond.
No terceiro disco os Alasehir voltam às longas noites de jamming entre duas guitarras e bateria. Cada uma das três longas malhas gira em torno de uma melodia mutante, de tonalidades lúgubres vs. júbilo contido.
As melodias providenciam o espaço para um jamming minimalista mas encorpado e com ocasionais espasmos de distorção modulada.
Less can be more, acreditem. "The Philosophy of Living Fire" é o terceiro disco dos Alasehir, renove-se o interesse ou apanhe-se agora o barco. Ed. limitada a 1000 cópias.

 

Vários Artistas
«Cries From The Midnight Circus – Ladbroke Grove 1967 - 78»
2CD
Castle Music, € 22,50

Uma compilação dupla a retratar os melhores momentos da Swinging London 1968-73. Ladbroke Grove em Londres seria o equivalente a Haight Ashbury em São Francisco ou a Greenwich Village em Nova York; como tal, estamos a falar dos primórdios da contracultura britânica representada por bandas seminais, tais como: Pretty Thing, Deviants, Pink Faries, Hawkwind e outras demais pérolas do Psicadelismo-Garage, Space-Rock, Proto-Stoner e experimentalismos criativos de Terras-de-sua-Majestade.

Para verdadeiros amantes dos bons momentos da história do Rock – Imprescindível.

Disco: 1 - 1. Defecting Glory - The Pretty Things 2. Midsummer Night's Dream - Sam Gopal 3. I'm Coming Home - The Deviants 4. Revolution - Tomorrow 5. Children Of The Sun - The Misunderstood 6. House Without Windows - Mighty Baby 7. Notting Hill Gate - Quintessence 8. Ten Thousand Words In A Cardboard Box - Twink 9. Death Warmed Up - High Tide 10. Man In The Moon - Village 11. Billy The Monster - The Deviants 12. Bad Words, Evil People - Skin Alley 13. China - Cochise 14. Mona - Mick Farren 15. Hurry On Sundown - Hawkwind 16. Time Machine - Stray

Disco: 2 - 1. A Saying For Today - The Action 2. So Embarrassed - Junior's Eyes 3. Do It - The Pink Fairies 4. Everything Over The Roof Tops - Edgar Broughton Band 5. Bath Sister - Jody Grind 6. Giants - Quintessence 7. Long Ago, Far Away - Peter Bardens 8. Cries From The Midnight Circus - The Pretty Things 9. No Time - Arthur Brown, Kingdom Come 10. Lord Of Light - Hawkwind 11. Police Car - Larry Wallis 12. Louie Louie - Motörhead 13. Ejection - Robert Calvert 14. Dodgem Dude - Michael Moorcock, Deep Fix 15. Autumn Song - Steamhammer 16. Gone In The Morning - Quiver

 

Tsurubami
«Gekkyukekkaichi»
CD
Strange Attractors, € 15,50

No meio da enchurrada de discos e projectos de KAWABATA Makoto, dos infames Acid Mothers Temple, encontrámos um dos mais antigos: Tsurubami. Confessamos que foi com alguma sorte, porque nos imensos projectos do guru psicadélico, este é um que é efectivamente distinto das abordagens que costuma fazer. Apanhamo-lo numa fase de transição para uma guitarra mais singela ( a que usa com 5 pedais de delay e 3 de reverb, ou vice-versa ) como a dos álbuns a solo «We don't Know Where We Came From» e «O Si Amos A Sighire A Essere Duas Umbras», e é acompanhado por Emi Nobuko na bateria e Higashi Hiroshi no baixo.
A agenda da banda é distante do delírio dos Mothers Temple - não há solos nem guinchos epifânicos; estamos num território de rumble & thunder, improviso exploratório em duelos de baixo e bateria rarefeitos pelos acordes destilados na guitarra com um arco, sucedido por hiatos minimais que se resolvem em crescendos estranhamente anti-climáticos.
Por momentos, esquece-se a histeria da história dos Acid Mothers, embarcando numa respeitosa investida no que há de conciso, depurado, e singelo no rock transcendente.


 
 

-Recomendados:

 
 

Marc Ribot's Ceramic Dog
«Party Intellectuals»
CD Pi Recordings, € 15,95

 

Marc Ribot sempre nos habituou, ao longo da carreira, a boas doses de versatilidade estético-musicais, tanto como músico de estúdio como em nome próprio. Em Party Intellectuals essa versatilidade mantêm-se; existem versões em jeito "Downtown" dos Doors, elogios(?) ao Kitsch, passando pelo jazz, pela experimentação, pelo Spoken-Word ou pela World -Music.
Estamos perante um excelente exemplo de uma superior visão musical, com que a maturidade costuma abençoar os génios: Fama não lhes falta. São eles Marc Ribot na guitarra,
Shahzad Ismaily no baixo, e Ches Smith ( dos Secret Chiefs 3 ) na bateria.
Não é mais um disco de Ribot, é um dos melhores do ano!

 

Robbie Basho
«Bonn Ist Supreme»
CD Bo'Weavil, € 15,95

Bonn ist supreme é a gravação de um concerto de Robbie Basho em Bona, Alemanha, a 24 de Novembro de 1980. São no total 11 peças, na maioria tocadas em guitarra de 12 cordas "fingerpicked", com precisão mas sem frieza alguma.
Da sua guitarra saem melodias cristalinas ao bom jeito do clássico (Variations on Claire de Lune), melodias de tom oriental (Rocky Mountain Raga e outras ragas) e algumas ao típico estilo da guitarra americana (Redwood Ramble). É um disco que prima pela variedade de estilos empregues.
Por vezes Basho canta, relembrando-nos de que para além da sua abordagem inigualável, distinguia-se da sua
geração de guitar-heros com este assombroso e Antony-esco uso da voz.
Como disco ao vivo, é um brinco: Basho toca inspiradamente, sabe falar alemão, sabe ensinar quantas afinações é possível empregar na sua guitarra, explica a história do instrumento... enfim: tem este disco ao vivo
a verdadeira função e propriedade de registo ao vivo? Tem.
Com um bela capa numa edição Bo'Weavil e textos de Glenn Jones.

 

The Dead C
«Dr503 + The Sun Stabbed EP» 2LP Ba Da Bing!, €22.95
«
Eusa Kills + Helen Said This 12"» 2LP Ba Da BIng!, € 22.95

Duas reedições pela Ba Da Bing das primeiras gravações dos Neozelandeses Dead C: Dr503 + The Sun Stabbed (LP + EP) de 1987, Eusa Kills + Helen Said This (LP + 12"") de 1989.
São os primórdios da banda, mas 20 anos depois nada aqui parece estar "datado"; parece sim que os Dead C definiram, no passado, uma parte significativa das futuras bases do actual movimento "Noise", oferecendo alternativas ao hardcore e, a par de outras bandas, garantindo que havia quem ouvisse desta música.
Como tal, vamos elogiá-los com o rótulo de banda Proto-Noise, que lhes assenta como uma luva, e os coloca ao lado de mitos como Harvey Milk e Skullflower.

 

Lee Ranaldo
«Countless Centuries Fled Into The Distance Like So Many Storms»
LP Table Of Elements, € 17.90

Com toda a bagagem de Sonic Youtheiro e guitarrista solo, com o improv cinematográfico dos Text of Light, e daí um arcaboiço musical que tem muito que se lhe diga, Lee Ranaldo já surpreendeu muitas vezes, em vários pontos do espectro. Desta vez, fez o jogo da Table Of Elements, que lhe editou um bonito disco verdinho, com uma gravura de Savage Pencil - o disco é uma obra-prima do drone, elegia aos pedais de reverb e delay - e, diga-se, mais próximo de kosmische muzik do que o resto do trabalho de Ranaldo. Por vezes estas coisas boas de pequenas edições só aparecem em críticas e nunca chegamos a ver o disco à frente... mas cá está ele!

David Daniell
«I-IV-V-I»
LP Table Of Elements, € 17.90

David Daniell salta à vista, depois de "Coastal", na Xeric,  com estudos para guitarra num disco amarelo - o seu trabalho é reminiscente do de Jim O'Rourke, das incursões minimalistas de Kawabata Makoto,
e até dos estudos mais corajosos dos Earth. O LP compõe-se de quatro movimentos que alternam o desvelar de harmónicos de um drone denso com fórmulas espelhadas de fingerpicking de uma perversa exactidão matemática apenas possível na música. Mais um disco na Guitar Series da quase irrepreensível Table Of Elements.

 

John Baker - «The John Baker Tapes, Volume 1» CD Trunk, € 16,95
                         «The John Baker Tapes, Volume 2» CD Trunk, € 16,95
 

Dois excelentes CDs editados pela Trunk Records sobre os trabalhos para a rádio BBC de um dos seus mais inovadores e originais colaboradores: John Baker. O primeiro volume, chamado «BBC Radiophonics (Rare & Unrealesed workshop recordings 1963 - 1974)», tem 49 faixas, e o segundo, «Soundtracks Library, Home Recordings, Electro Ads (Rare & Unrealesed workshop recordings 1954 - 1985)», outras 39.
Estamos perante uma amálgama de experiências electrónicas (algumas em jeito de brincadeira), Lounge-Jazz, Jingles, anúncios, curiosidades sonoras, devaneios electrónicos, gravações de workshops ( nalgumas faixas o próprio ensina a construir determinados sons ) e muita, muita imaginação...
Existem semelhanças com alguns trabalhos de Raymond Scott e deduzem-se influências nos trabalhos da nova geração de músicos britânicos, como Aphex Twin, Stock Hausen and Walkman, People Like Us, etc. Servem estes discos como documento de uma mente que, influenciada pela criatividade do jazz, construiu um enorme e marcante espólio sonoro no imaginário colectivo. Será que John Peel alguma vez o convidou para o seu programa?
"This is Radio One, the time is half past seven - news time."
 



Maybe Monday - «Unsquare» CD Intakt, € 15,95
 

Gravado em Novembro de 2006 em NY o trio Maybe Monday é constituído por Fred Frith, Miya Masoaka e Larry Ochs. Neste disco o elenco alarga-se com as participações de Gerry Hemingway, Carla Kihlstedt, Ikue Mori e Zeena Parkins.
Depois de «Digital Wildlife» na germânica Winter & Winter este disco pretende-se moderno (indirecta ao não-quadrado) com a improvisação electroacústica a ganhar pontos quando se compara o resultado com projectos similares, como os AMM e New Music Ensemble. Um disco que não é para os tradicionais amantes do jazz, pois declaradamente rompe com todas as fronteiras existentes, nem para o público que se delicia pelas sonoridades electroacústicas.
Antes para aqueles que não vão em cantigas nem em catálogos e etiquetas. Os incógnitos como eu, que só dão a cara no anonimato.
 

sunnO))) - «Dømkirke» 2LP Southern Lord, € 19,95


Para quem não conhece os sunnO))), pode-se dizer sobre eles que são metaleiros, que riffam como qualquer metaleiro mas diferem dos demais por preferirem fazê-lo com calma. Com tanta calma que o som altamente distorcido das guitarras torna-se por vezes mais textura do que riff - o famoso drone. Juntam outros instrumentos como voz, por vezes alguma percussão, e electrónica variada que conferem variadas e interessantes subtilezas ao negro manto sonoro que os Sunn tecem.
Domkirke é tudo isto mas tem a peculiaridade de ser tido gravado ao vivo na catedral de Bergen na Noruega. Como influência para os quatro lamentos que compõem este disco, os Sunn referenciam o canto gregoriano, a peste negra e a fome dos tempos medievais. Neste registo os guitarristas fundadores Stephen O’Malley e Greg Anderson fazem-se acompanhar de Attila Csihar nas vocalizações sofridas em basso profondo, Steve Moore no imponente - e muito propício a drones - órgão da catedral, e Lasse Marhaug na electrónica.
Agora que já têm uma ideia, resta ouvirem e apreciarem.
 


Religious Knives - «The Door» CD Ecstatic Peace, € 14,50
 

Os Religious Knives são quatro: Michael Bernstein, Maya Miller, Todd Cavallo, e Nate Nelson ( vindo dos Mouthus ). «The Door» abre com «Downstairs», a faixa que anuncia a banda como adepta de jams, é o resultado de infindas horas de tour encapsuladas num álbum. Rock a meio caminho entre uns Doors monotonizados pela voz e órgão de Maya Miller, e os seus registos anteriores ( ouçam «Remains», da No Fun ), em que se ouve a repetição e asfixia de Mouthus e Neubauten. No todo, «The Door» regista uma atitude tribal e um sentido melódico comedido, constituindo um belo manifesto de intenções e uma saudável economia de ideias, coisa que faz dos RK uma banda a ouvir , a mostrar aos amigos, e a ter em conta numa nova história do rock.



Original Silence - «The Second Original Silence» CD Smalltown SuperJazz, € 15,95


A primeira pergunta é: Silence? Onde? Por uma segunda vez – consecutiva -, há seis músicos que provam que há todos que ultrapassam a soma das partes. Mats Gustafsson ( saxofones slide e barítono ), Massimo Pupillo ( baixo eléctrico), Terrie Ex ( guitarra eléctrica ), Thurston Moore ( guitarra eléctrica ), Jim O'Rourke ( electrónica O'Rourkesca ) e Paal Nilssen-Love ( bateria e percussão ) conseguem fazer música quântica. O improviso e a composição sujeitam-se ao ouvinte, e agregam-se num acelerador de partículas texturizadas, melódicas e rítmicas, colidindo - a ideia é portanto, sorrir com estas ideias e aprender com esta palestra de um colectivo de músicos que, em quatro faixas explodem com os arquétipos do – do rock? Do jazz? Enfim, de um silêncio deveras original, num CD com o melhor trabalho gráfico que Kim Hiorthoy fez este ano para a Smalltown Supersound.

 

The Dead C - «Secret Earth» CD Ba Da Bing! € 13,95

Os Dead C não são uma banda "simpática" (nunca o foram em 20 anos de carreira) . Apadrinhados por Thurston Moore (Sonic Youth), lembram os próprios Youth destituídos do Glam urbano que de certa forma os caracteriza. Provenientes da Nova-Zelândia, estão de facto nos antípodas... da Alta-Fidelidade – como tal, caracterizam-se pelo profundo Lo-fi sem concessões, pela guitarras esgazeadas ligadas a amplificadores de duvidosa qualidade, bateria de “tachos e panelas”, vozes monocórdicas a transpirar ódio, improvisações viscerais em formato Rock embutidas de uma irredutivel estética própria. São uma banda de culto e portanto ou estranha-se ou entranha-se. A indiferença fica somente para quem nunca os ouviu...

 

The Thing – «Now and Forever» 3CD+DVD Smalltown Supersound € 31,50

Por outro lado, os The Thing são amistosos, em incongruência com a sua reconhecida genica free jazz. A Smalltown Supersound edita agora uma monstruosa caixa com 3 CD e um DVD, seriados por ordem cronológica.
O primeiro disco é uma reedição integral do primeiro disco homónimo da banda, editado e desaparecido em 2000. Deste constam 5 versões de Don Cherry, extrapoladas para uma sensibilidade ácida e majestosa, bem trabalhada pelas linguagens de Mats Gustafson ( saxofones alto e tenor ), Ingebrigt Håker Flaten ( contrabaixo ), e Paal Nilssen-Love ( bateria e percussão ). Passando para o segundo disco, She Knows..., ouvimos os The Thing com Joe McPhee ( trompete e saxofones alto e tenor ), e damo-nos conta que em 2001 começava a ser cuspido no ar um pendor para o rock, com covers de PJ Harvey e James Blood Ulmer – o trabalho é espantoso, unificando ( por colisão ) a exploração de texturas e ritmo com o vicío da explosividade de riffs paradigmáticos. O DVD de 2005, Live at Øya, conta com a guitarra de Thurston Moore, e mostra-nos pura e brutalmente o que é uma banda de virtuosos de garagem possuída pelo espírito de Albert Ayler, a interpretar à desgarrada o seu ex-libris – versões de White Stripes e Yeah Yeah Yeahs. Por fim, o CD Gluttony: um monumento de 45minutos ao futuro interrompido de um rock que podia ter vindo para a atmosfera com as jams dos Led Zeppelin de Whole Lotta Love e Moby Dick – os The Thing criaram o novo rock de estádio, graças ao free-jazz.

 

Lindstrom - «Where You Go I Go Too»  CD Smalltown Supersound € 15.95

[...] É ainda música «disco» o seu domínio mas em versão contida e de sensibilidade nostálgica. Excessiva é a maneira como organiza os elementos numa estrutura polida, por entre princípios instrumentais resgatados ao psicadelismo. Existe na sua sonoridade sugestões a referências que pretendemos desvalorizar (Toto, Fleetwood Mac ou Jean-Michel Jarre) combinadas com outras que são por norma enaltecidas (Can, Neu! ou Manuel Göttsching), numa simbiose improvável da qual resultam três faixas épicas, percorridas por ciclos evolutivos, criados a partir da tríade ritmo, tempo e espaço, num convite declarado à evasão.
Mário Lopes in Público

Vários Artistas - «Sonic Scope 2008» CD Grain of Sound € 12.95

É sempre uma ocasião importante quando temas nas mãos uma edição que é inteiramente feita por portugueses, em Portugal e que reflete uma realidade bela, dura e crua sobre a música experimental e improvisada actual.
Nuno Moita e João Vicente da editora merecem a nossa confiança e a Fonoteca Municipal de Lisboa o aplausa por apoiar a iniciativa.
Desde 2001 que o Festival Sonic Scope se vai afirmando, mas julgo que só este ano é que teve direito a documento em CD.
Destaque para 9 participações, desde os One-Off a Sei Miguel, passando por os Curia, Plan, Red Trio, Whit, Carlos Pereira, Feltro e a «vaquinha» entre Vitor Joaquim eos @c.
É sempre uma ocasião importante quando, disponibilizando o nosso precioso tempo, podemos ouvir um disco assim.

 

Baby Dee
«Safe Inside The Day» CD Drag City € 10,00

Perdoem-me esta insistência, mas a reposição deste disco, obriga a nova chamada de atenção.
De facto «Safe Inside the Day» não é só uma aposta segura, como o título pretende alertar, mas também uma proposta diferente e consistente, e que, por um infeliz mero acaso, passou despercebida à maioria dos melómanos europeus. Bom, à maioria não, porque se tratou de um disco de tal forma acarinhado pela imprensa, que os editores esfregaram as mãos só de pensar que estava aí mais um  Antony mascarado de «I'm a Bird Now».
Antes que seja considerado um flop do mercado, ou ainda antes de constar na lista dos discos do ano, valerá a pena ouvir com todo o envolvimento possível esta «prima-obra» de Baby Dee. Depois não digam que não foram avisados.
Ah, só para lembrar que depois de ter estado envolvida com David Tibet (nos Current 93), aqui surge apadrinhada por uma produção de Matt Sweeny e Bonnie «Prince» Billy.
Nota: o preço deste disco irá manter-se até à nossa próxima «newsletter», passando depois ao valor de catálogo habitual. Mais um motivo a favor do objecto.

 

Negativland
«Presents Thigmotactic» CD Seeland € 12,50

Especialistas em colagens sonoras interventivas dentro dos media, os Negativland provam neste registo que “também sabem tocar” e que o formato canção também faz parte do seu alargado universo de interesses. Estamos perante um álbum de canções (com algumas colagens) bem escritas e de (quase) fácil audição; com temáticas subversivas e socialmente incisivas sobre a actualidade da sociedade americana – tal como, desde 1980 nos têm bem habituado.
Uma boa surpresa e excelente produção da sua própria editora: Seeland.
“...Richard Nixon died today, he was the president everybody hated...”

 

Josephine Foster
«This Coming Gladness» CD Bo'Weavil Recordings € 16,50

Com um novo álbum na Bo'Weavil, e acompanhada por Victor Herrero na guitarra e Alex Nielson na bateria ( colaborador habitual dos Current 93 ), Josephine Foster apresenta-se, tal como no interior do disco, com uma armadura – a bagagem das experiências com os Supposed e várias e intensivas tournées a solo. Nestas, e julgando pela sua passagem por cá em 2007 na ZDB, Foster quedava-se a experimentar, experimentar, deleitar-se com a sua voz e e deixar soar esparsa a sua guitarra. «This coming Gladness» é resultado de cabeça fria, com canções calorosas, meditativas, e reminiscentes de uma tradição de música de câmara.
Mais precisa e meticulosa na voz, Foster transmuta a euforia e vasta projecção vocal de álbuns anteriores em melismas gemidos e não-repetitivos. Alternando um psicadelismo recatado e um folk de guitarras com cordas de nylon que exponenciam reciprocamente o timbre de Josephine, que se define cantora nobre e transformadora.

 

Nurse With Wound
«Ca«Huffin´ Rag Blues» CD United Jnana €16,50

Steven Stapleton nunca apreciou rótulos externos para definir a sua musica, provavelmente porque os Nurse With Wound não têm propriamente um estilo definido; sentem-se confortáveis no papel de camaleões mutantes dentro do seu próprio universo. Em Huffin´ Rag Blues aproximam-se agradavelmente de um registo Retro / Lounge / Exótico / Psicadélico, positivamente desconcertante. Inimaginável para quem não conhece Sylvie and Babs de 1985, reconfortante para quem sempre apreciou a imaginação audaz e sem fronteiras de Stapleton.
.

 

 

António Ferreira
««Músicas Fictícias» CD Ananana € 10,00

 Lá vêm eles outra vez à carga com as suas próprias edições !!! ... pensaram uns, comentaram outros. Os mais atentos e mais mauzinhos poderão até falar em timings e stocks... e arranjar maneira de criticar esta iniciativa. Tudo bem. Agora o facto é que apesar de lançado em 2001, este é um disco sem data, válido pelo seu próprio conteúdo, não fosse António Ferreira, o homem que esteve por trás de «Música de Baixa Fidelidade», lançamento da AmaRomanta (de João Peste).
Este pequeno texto tem ainda uma outra justificação. A 14ª edição do Festival Música Viva 2008, a decorrer de 19 a 27 de Setembro, nos Jerónimos, onde, como já é habitual, António Ferreira faz parte do elenco. Mais palavras (convincentes e esclarecedoras) em:
http://www.misomusic.com/port/enews/mmpnews.html

 

 

Helena Espvall & Masaki Batoh
«Helena Espvall & Masaki Batoh»
CD Drag City, € 12,50

A Drag City continua a editar que pesam tanto como as culturas e as histórias que representam - desta vez, o Japão dos Ghost, e o Norte da Europa de Helena Espvall. Masaki Batoh, vocalista dos épicos trip-istas Ghost, e Helena Espvall, a dona dos Espers, encostam todo o songwriting de meia-leca a um canto com um daqueles álbuns de duo que já não aparecem desde que as vossas barbas ainda rojavam pelo chão.
Percorrendo doze faixas, o caminho é denso e cheira a antiguidade. A voz de Espvall e de Batoh funcionam tão bem como ramos de árvore que se entrelaçam - no fundo, graças ao veludo da voz de Espvall e ao tremor e aos vibratos da voz trovadoresca de Batoh. Há canções em que é Espvall que parece dedicar-se a haikus, e outras em que Batoh se debruça em dedilhados anglo-saxónicos - não há problema, porque a dedicação é proporcional. Contudo, não deixam de apostar na sua paixão pela repetição, nos decalques entre harmónicos de violoncelo e guitarra. Ambos cantam na sua língua materna, mas por vezes partilham-na, da mesma maneira que - não estranhem - Nick Cave e Kylie Minogue juntam os seus universos poéticos através da música. E ainda: Batoh faz uma fantasmagórica versão de “Death Letter Blues” de Son House.
Portanto: disco experimental - pela improbabilidade da união destas linguagens e instrumentos - , disco folk - pela escolha dos instrumentos e pela aposta em canções - , disco romântico - porque musicalmente, temos aqui um belo casal. E também porque depois de tudo isto, é surpreendente como um disco que é tudo isso também seja um disco de música de câmara. Atenção à última faixa, que, depois de onze canções, é uma desintegração das estruturas esculpidas nelas. Só com muito jeito é que se safam com uma dessas. Mas safam-se, e bem.

 

Faun Fables
«A Table Forgotten»
CDEP Drag City, € 9,95

Para começar, uma capa que ilustra bem o que é ouvir Faun Fables. Depois, e bem imediata a pujança do contralto de Dawn McCarthy ao segundo segundo do disco. A seguir, um dos discos com melhor produção a sair na Drag City este ano. Por fim, é um EP e deixa muita água na boca. Mas não há problema, porque as nossas aparelhagens têm repeat. Contudo, vale a pena reparar nas razões para carregar nesse apaixonado botão: "A Table Forgotten" são velhíssimas cantigas de amigo, e Dawn McCarthy é uma trovadora de voz monumental ( num registo bem menos recolhido e intimista que no "The Letting Go", de Bonnie 'Prince' Billy ) - a vocalista que os King Crimson nunca tiveram.
Ao todo, são quatro faixas, todas elas equipadas com vozes, violino, tacões de soca, guitarra acústica ( com um brinde eléctrico lá para o fim ), clavas, tampos de mesa, e chega a ser delicioso pensar que a voz de Dawn McCarthy se consegue confundir com um theremin. Maravilhas, maravilhas, maravilhas que chegam em Agosto, para pôr os meninos a assobiar e bater o pé, e para pôr as meninas a arredondar a saia. Que ninguém se sente!

 

Red Crayola
Fingerpointing

CD Drag City, € 12,50

A saga Red Krayola continua, desta feita com uma reinterpretação estética da sua própria obra.
Fingerpointing é um disco de remisturas de um dos discos mais estranhos e incompreendidos dos Krayola – Fingerpainting (1999).
Jim O´Rourke é o responsável pela misturas/remisturas, tendo compilado 10 composições indexado-as numa única faixa de 35 minutos, com reminiscências ao mítico The Parable of Arable Land (1967):

Free Form Freakout 00
BAD MEDICINE
Free Form Freakout 01
THERE THERE BETTY BETTY
Free Form Freakout 02
VILE VILE GRASS
Free Form Freakout 03
MOTHER
IN MY BABY'S RUTH
Free Form Freakout 04

Haverá prováveis associações ao conceito de obra aberta de Umberto Eco:
- toda obra de arte é aberta porque não comporta apenas uma interpretação;
- a "obra aberta" não é uma categoria crítica, mas um modelo teórico para tentar explicar a arte contemporânea;
- qualquer referencial teórico usado para analisar a arte contemporânea não revela as suas características estéticas, mas apenas um modo de ser dela segundo seus próprios pressupostos.
Mayo Thompson e os seus Krayola sempre tiveram a arte de nos bem surpreender, tal como os bons iconoclastas do universo Rock.eus Krayola sempre tiveram a arte de nos bem surpreender, tal como os bons iconoclastas do universo Rock.

Vários Artistas
«Cabeça de Ferro»

Livro + CD Imprensa Canalha €15,00

Formato: 27 x 20 cm / 64 páginas / Impressão 1/1 preto offset {Heidelberg} em papel Popset 'Pérola' de 170g / Capa em papel Fedrigoni de 380 g / Acabamento da capa em relevo seco/ Encadernação com parafusos / Edição limitada.
Direcção, conceito gráfico e paginação: José Feitor

http://www.009cabecadeferro.blogspot.com/

"...Cabeça de Ferro é um livro que reúne o trabalho de dezasseis ilustradores e criadores de banda desenhada que respondem ao desafio de Feitor em ilustrar, da forma mais livre e aberta possível, a ideia da Revolução Industrial. Alguns contribuem com apenas um ou dois desenhos (Richard Câmara, Joana Rosa Bragança, Júlio Dolbeth, Pedro Burgos, José Cardoso, João Maio Pinto, Pedro Lourenço, Rui Vitorino Santos, Rosa Baptista), outros com uma série deles, mas individualizados e não organizados sob algum princípio (Filipe Abranches, André Lemos, Bruno Borges, e o próprio José Feitor) mas com exemplos de excepção (em termos materialistas): Luís Henriques com um corpo de duas unidades irmanadas (uma grua a vapor e uma carruagem de carregamento sobre carris, intituladas com títulos e versos de uma cultura espiritualista, desenhos sujos de carvão, quer o representado quer o do próprio desenho: o que se imiscuiu no quê? A cultura sobrevivendo na vida maquinal, ou as máquinas evolando-se graças à força dessas frases? Ou as frases tornando-se fórmulas empacotáveis pela indústria?), Jucifer com uma banda desenhada curiosamente equilibrando um desenho e narrativa claros como um sentido hermético e o Dr. Orango com uma história sobre o automobilismo contada sob dois caminhos paralelos, um com silhuetas das ruas que foram sendo paulatinamente invadidas pelos automóveis, espalhando um caos muito particular e a possibilidade do acidente, o outro com desenhos mais estilizados visitando as várias facetas da indústria automóvel no que têm de mais avançado e ridículo, de nostálgico e de apocalíptico...
Este livro vem acompanhado ainda de uma “Amálgama Sonora industrial”, um CD de colagens sonoras (algumas delas de outras colagens sonoras anteriores), de Filipe Leote (e um remix de Distimia) que deve acompanhar a fruição do livro. De um modo claro, os fantasmas que observaram os gestos dos artistas nos seus desenhos impera por sobre as escolhas dos elementos captados por Leote e o modo de ele os juntar num contínuo..."
(Pedro Moura em www.lerbd.blogspot.com)

 

(Marcos Farrajota em www.osamasecretlovers.blogspot.com)

Circle X
«Préhistory»
CD Blue Chopsticks, € 12,50

 

 

Silver Jews
«Lookout Mountain Lookout Sea»
CD/LP Drag City, € 12,50

Ao contrário do que poderíamos pensar, David Berman não tem esgotado as suas ideias com o prolongamento da já longa vida dos Silver Jews. Alguns pensavam que após "Bright Flight", de 2001, David não conseguiria chegar tão longe, mas fomos surpreendidos em 2005 com "Tanglewood Numbers", e somos agora mais uma vez, com "Lookout Mountain..." Letras mais consistentes, melodias mais acessíveis, uma riqueza de ideias e pensamentos, este é muito resumidamente o conteúdo deste novo disco - muito resumidamente, sublinhamos, pois David e os Jews não se podem limitar a vulgares palavras. Descrever a sua música é sempre complicado. Superficialmente poderemos dizer que se trata apenas de uma banda de alt-country, mas é necessário ouvir repetidamente as suas peças, e escutar atentamente os poemas, sim, porque se tratam de poemas, de Berman. Mais que isso, e quase obrigatório vê-los ao vivo. Aí sem, ficamos convertidos e rendidos. "Lookout Mountain..." é uma obra digna de um grande senhor. E mais uma vez não ficamos desiludidos. Oiçam-no repetidamente até à exaustão (que na realidade é impossível atingir)...
[...] Lookout Mountain, Lookout Sea é a obra maior dos Jews, um conjunto de temas difícil de descrever. É verdade que se trata do típico indie rock, mas há ali qualquer coisa de intemporal que me faz acreditar que este é um disco para muitos anos. Um tremendo respeito pelas fontes de inspiração na forma de disco. Nota de Sal: 9/10
Referências: Tindersticks, The National  [...] em http://osaldalingua.wordpress.com

 

Children of The Sixth Root Race
«Songs From The Source»
CD/LP Drag City, € 12,50

Esta é uma obra desparecida da The Source Family nos idos anos 70, recentemente descoberta pela Drag City. "Songs From The Source" é a gravação do ensaio para o concerto no Whisky de Hollywood, que os Spirit of '76 - também conhecidos por YaHoWha 13, The Savage Sons of YaHoWha, Yodship, e FireWaterAir -, hoje The Children of The Sixth Root Race, realizaram em 1973.
Uma cópia em fita magnética foi encontrada em 2006 em Chicago, e ninguém sabe explicar como aí chegou, mas Djin Aquarian, guitarrista e compositor nos Spirit of ‘76, lembra ter viajado até essa cidade em finais de 73, onde deixou uma fita com um amigo. Djin escreveu a maior parte dos temas um ano antes de se juntar a The Source, como parte do seu projecto místico "para ajudar o mundo antes que se destruísse a ele próprio". Acrescenta hoje que "estou grato por tanto o álbum como o mundo estarem ainda aqui".
Ainda que não fizesse parte dos planos a edição em disco desta gravação, não existe mais nenhum documento com a banda a interpretar estes temas na sua formação completa. "Songs From The Source" possui uma energia muito r'n'b, com laivos de sintetizador e órgão, coros femininos e ritmos de fusão a servir de pano de fundo ao lirismo popular de canções como “Godmen” e “Lost Dead But Hoping.” O sempre crescente poder de “We Are the Dinosaurs,” tem poucas analogias com outras gravações da The Source, e é por isso uma fantástica peça musical daquela prolífica era.
Por isso "Songs From The Source" e uma peça milagrosamente recuperada do movimento musical da The Source. Uma obra imprescindível da música dos anos 70, agora recuperada em todo o seu esplendor.

 

The Chap
«Mega Breakfast»

CD Lo Recordings, € 15,95

Três anos depois do álbum "Ham", um dos grandes discos de 2005, os The Chap regressam com "Mega Breakfast", e também com uma bem diferenciada sonoridade.
Este novo trabalho poderá ser o virar da página de um projecto que se tem injustamente mantido à margem. Com uma digressão europeia a decorrer, e inúmeros espectáculos em Londres, os The Chap pretendem com este disco chegar a um público mais amplo. Composto por canções orelhudas e bem mais acessíveis (mas não menos interessantes) e com letras bem dispostas, em "Mega Breakfast" encontramos melodias pop ("Fun & Interesting"), composições improvisadas ("They Have a Name"), deambulações sónicas ("Caution Me"), e muito mais. Tal como "Ham" o havia sido em 2005, também "Mega Breakfast" é um grande álbum, e uma nova fase deste promissor projecto britânico. Sem dúvida um dos discos de 2008.

 

Susumu Yokota
«Love or Die»

CD Lo Recordings, € 15,95

Com uma já mui longa discografia, e algumas compilações à mistura, Susumo Yokota volta mais uma vez com um álbum de originais. Mais próximo de obras clássicas como "Sakura" ou "Grinning Cat", isto é, com um som ambiente mais distinto, Yokota volta a surpreender com as suas inesperadas justaposições, seja o drum and
bass com a electrónica ambiental, ou mesmo o breakbeat com melodias Zen, "Love or Die" parece mais uma vez indicar que qualquer que seja o terreno musical que Yokota pisa, existe sempre um sentimento de segurança e de à vontade. Hear it and Love it...

 

J. Spaceman & Sun City Girls
«Mister Lonely OST»
CD Drag City, € 12,50

Banda sonora do filme Mister Lonely de Harmony Korine, com a participação de J.Spaceman em 5 faixas e dos Sun City Girls em 11. Disco variado e misterioso. Com J. Spaceman colaboram: Richard Warner e Tim Lewis - Violino, flauta e clarinete; Tom Edwards - Guitarra baixo e Tony Foster - Vibrafone; os Sun City Girls têm a participação de Eyind Kang -Viola e Jessica Kinney - Voz. Disco para se viajar por planícies e ribanceiras, entre o puro génio e o incompreensível. Obra madrasta ou prima, dependendo da perspectiva dos nossos próprios tímpanos.

 

Circle X
«Préhistory»
CD Blue Chopsticks, € 12,50

Reedição do primeiro disco dos Circle X - Prehistory de 1981. Banda do "millieu" No Wave Nova Iorquino que em termos estéticos está mais próxima dos britânicos This Heat do que dos seus contemporâneos e conterrâneos DNA ou Mars. Ritmos tribais, vozes guturais, tensão , desassossego e ansiedade; tudo muito bem controlado e esteticamente perfeito. Um verdadeiro clássico da "pré-história" da No Wave.

 

Gablé
«
Seven Guitars With A Cloud Of Milk»
 CD Loaf € 16,50

"Does humor belongs in music?", Franz Zappa deixou-nos este repto, os Gablé (banda Anglo-Francesa) responde afirmativamente em 7 Guitars With A Cloud of Milk. 18 faixas de divertimento puro, surrealismo e boa disposição. Pop bizarro, colagens sonoras, letras dadaistas e muita convicção. Se não é para se levar a sério é pelo menos para se levar seriamente a brincar. Um disco bastante original, que faz sempre falta em qualquer boa discografia.

 

Pascal Comelade
«El Primitivismo + Sentimientos»
2CD G3G, € 15,00

Não se trata do habitual revivalismo dos anos 80/90 quando se opta por voltar a colocar em catálogo este disco de Pascal Comelade. Há mais de 10 anos que esta edição circulou à margem. Talvez porque Comelade – homem de poucas palavras mas soberbas ideias – nunca chamou a si o protagonismo. Quanto ao disco a história foi outra, como o tempo se encarregou de confirmar.
Já na altura «El Primitivismo» foi um dos discos mais importantes de Comelade. Agora, com alguns anos em cima parece que ganhou maturidade. Esta edição, tornou-se ainda mais interessante devido ao apelativo disco extra - «Sentimientos» - com peças há muito indisponíveis no mercado. Tanto no primeiro como no segundo cd, os instrumentos de brincar são o prato forte. Interpretações extras de clássicos de David Cunningham, de Brian Eno, de Robert Wyatt e de Kevin Ayers não servirão propriamente para elevar a fasquia. Antes, confirmar, o valor que Comelade tem neste meio. Duas adendas não deverão passar despercebidas: primeiro o preço de venda e segundo, a oportunidade de apanhar uma obra já esgotada no editor.

 

Ole-Hendrik Moe
«
Ciaccona / 3 Persephone Perceptions»
2
CD Rune Grammofon, € 19,95

Eis-nos provavelmente perante a sessão mais longa, escrita, interpretada e gravada de um solo em violino. As duas peças com duração respectivamente 40 e 43 minutos, sugerem, pelos seus níveis de envolvimento e concentração, uma caminhada em direcção ao abismo. No «press-release» explicam por estas palavras o porquê de Kari Ronnekleiv, mulher do compositor Ole-Hendrik Moe, como a pessoa ideal para levar a cabo o desafio da interpretação. Enganem-se porém os mais perspicazes; «Ciaccona / 3 Persephone Perceptions» não se pretende ser, nem uma banda sonora de um divórcio anunciado, nem tão pouco uma marcha funerária. Hendrik Moe, como aluno de Iannis Xenakis compôs este trabalho em jeito de homenagem ao mestre, que o orientou na Sorbonne University. Na sua carreira contam-se obras de pendor orquestral, electrónica e de câmara; também inúmeras participações integrando o célebre Arditti Quartet. Sem ser maçudo, estas são as linhas que se poderiam escrever sobre músico. Quanto a este místico disco... a ideia será outra. Porque não ouvi-lo ?

 

Boris
«Smile»
CD
Southern Lord, € 16,50

Smile é o décimo oitavo álbum dos nipónicos Boris em dezasseis anos de existência e o quinto pela Southern Lord Records. Neste registo são mantidos os parâmetros habituais do Sludge/Doom com uma componente Glam que o distingue dos trabalhos anteriores; a registar também a participação de Michio Kurihara dos Ghost e de Steve O´Malley dos Sunn O))). Álbum que não se esgota nem na ultima audição, como é bom apanágio das melhores bandas japonesas, direccionadas para desconstrução e remistura dos mais variados estilos, dentro do universo Rock proveniente da Europa e Estados Unidos. Smile!

 

Negativland & 180 GS
«180 D'Gs to the Future»
CD
Seeland, € 12,95

Uma experiência feliz de um grupo «cappella» apaixonado pela carreira dos Negativland ao ponto de aqui ter recriado alguns clássicos da banda (Christianity is Stupid, I Still Haven't Found What I'm Looking For, Car Bomb...). Era um grupo de putos que cantava exclusivamente no coro da igreja até ao dia em que um dos seus membros ouviu «Points» dos N.
A partir daí nada foi como antes, os Singing Minnicks, mudaram as toilettes, escolheram novo nome (180 Gs) e resolveram reinterpretar ao seu modo, alguns temas da discografia dos Negativland. Este trabalho chegou às mãos da etiqueta, e, o resultado aí está. Vozes e mais vozes. Uhms e mais Uhms. Ers.. ers....... 

 

Healing Force
«The Songs of Albert Ayler»
CD
Cuneiform, € 15,95

Fundamental este revivalismo ao se recuperar (e recriar) os últimos trabalhos de Albert Ayler - Love Cry, New Grass e Music is the Healing Force). Uma experiência levada a cabo por um núcleo de músicos com excelentes provas dadas no seu curriculum. Como produtor e guitarrista Henry Kaiser. Os OUTROS são: Joe Morris, Damon Smith, Vinny Golia, Aurora Josephson, Mike Keneally e Weasel Walter. Art Punk, Free-Jazz, Rock Progressivo e Improvisação qb.

 

Fennesz
«Transition»
7” Touch, € 8,50
Chris Watson
«Oceanus Pacificus»
7” Touch, € 8,50

É curioso recordar quando, por altura do advento do formato CD, todos previam a morte a curto prazo do vinil. Mais de vinte anos após o nascimento daquela tecnologia digital, é agora o esse suporte que está mais em risco de desaparecer do mapa, já que nos últimos anos o crescimento exponencial das edições em vinil tem mostrado que o formato está de boa saúde e recomenda-se.
Esta nova colec
ção da Touch – denominada Touch Sevens (edições apenas no formato de sete polegadas, e limitadas) - vem provar mesmo isso. E quando não só o som é mais orgânico e realista, mas também o invólucro é uma obra de arte de Jon Wozencroft, toda a peça se torna mais preciosa.

Fennesz

Chris Watson

 

Philip Jeck
«Sand»
CD Touch, € 15,95

Editado imediatamente após a aclamada colaboração com Gavin Bryars e Alter Ego de uma nova interpretação de “The Sinking of the Titanic”, “Sand” é uma obra constituida por sete novas composições que destacam a mestria de Jeck na manipulação de vinis e de memórias pessoais e colectivas. É ao mesmo tempo uma elegia, de celebração, triste e simultaneamente alegre. Aqueles que têm seguido a sua obra desde o seu primeiro disco "Loopholes" notarão um regresso às texturas industriais que coloriam essa peça (ainda que aqui estejam mais difusas com uma graciosidade quase sinfónica), e o seu contínuo desenvolvimento como compositor e artista de palco.

http://www.touchmusic.org.uk/catalogue/to67_philip_jeck_sand.html

 

Vários Artistas
«Protest Academy: Tactical Audio - The Auditory Mobilization and the Sonification of Protest»
LP Edição de Autor, € 15,00

Globalização do protesto cívico-social

(1) What Are We doing? (2) What´s Happeninig To Us? (3) What Needs To be Done? (4) I Prefer Not To, são 4 faixas de colagens sonoras tendo como ideia base o protesto cívico e social. Patrocinado pela Prostest Academy (com base em Londres e Leipzig), 50 artistas, das mais variadas nacionalidades, juntaram-se ao projecto de modo a configurar uma base sonora de apoio à reivindicação (e para esta não cair em desuso) de melhores condições sociais, artísticas e ambientais. A fazer lembrar os míticos Negativland, mas com uma componente mais internacionalista e globalizada. A descobrir para reflectir.

 

Mariola Brillowska
«The »Animated Films
DVD Raum fur Projektion, € 17,95

Os Filmes de Animação de MARIOLA BRILLOWSKA em 2 DVDs

Com a participação de Charles Kissing, Max Goldt, Felix Kubin, Gloria Brillowska, Marco Lakobrija, Iris Mirich, Jan Bauer, Jyrgen Hall, Alexej Tchernyi, Erik Schmidt, Bela Brillowska, Günter Reznicek e muitos outros.

O mundo animado de Mariola Brillowska é cruel e sexy. Desejos e ânsias são consumados instantaneamente; a transição de ser vivo a cadáver é perfeita. Mulheres de cortar a respiração, homens sem rumo, crianças e animais, todos derivam através de um caleidoscópio de experimentação visual. Os primeiros filmes da década de 90 são narrativos, demonstrando uma abordagem fortemente cinematográfica.

Os trabalhos mais recentes de Mariola Brillowska dependem mais da sua estética e força visual, evocando uma estranha atmosfera, ampliada pelo mensageiro de pulmões em explosão, Félix Kubin.

15 CURTAS METRAGENS - Grabowski, Haus des Lebens ♦ (1990) 19 min. Der Mann geht in den Krieg ♦ (1992) 3.30 min. Eryk im Sexil ♦ (1993) 5 min. Fifi ♦ (1994) 7 min. Der falsche Spieler ♦ (1996) 5 min. Die Contr-Contras ♦ (1996) 15 min. Morgenröte (1999) 4 min. Lover am Schnürchen (2002) 2 min. Phantom (2005) 1 min. Horroskitown (2005) 1 min. Porno Karaoke International (2005) 4 min. Lola allein zu Haus (2006) 2.30 min. 10576 (2006) 6.30 min. Schwarze Hand (2006) 5 min. Steiniges Kind (2006) 4 min.

4 VIDEOCLIPS - Hotel Supernova (2001) 5 min. Alle Welt ist Angst (2003) 5 min. Matki Wandalki (2005) 2 min. The Lady Moon turns sulky (2006) 5 min.

1 FILME - Katharina & Witt ♦ (1997) 99 min.

3 EXTRAS - Bienenkönigin (2002) 6 min. Grand Prix d´Amour (2004) 45 seg. Bela (2004) 1 min.

♦ co-realizado / produzido / som por Charles Kissing

 

Michael Yonkers
«No Kidding»
CD Ruby Red, € 12,95

Trata-se provavelmente da sessão mais longa, escrita, interpretada e gravada de um solo em violino.As duas peças com duração respectivamente 40 e 43 minutos, sugerem, pelos seus níveis de envolvimento e concentração, uma caminhada em direcção ao abismo. No «press-release» explicam por estas palavras o porquê de Kari Ronnekleiv, mulher do compositor Ole-Hendrik Moe, como a pessoa ideal para levar a cabo o desafio da interpretação. Enganem-se porém os mais perspicazes «Ciaccona / 3 Persephone Perceptions» não se pretende ser nem uma banda sonora de um divórcio anunciado, nem tão pouco uma marcha funerária.
Hendrik Moe, como aluno de Iannis Xenakis compôs este trabalho em jeito de homenagem ao mestre, que o orientou na Sorbonne University. Na sua carreira contam-se obras de pendor orquestral, electrónica e de câmara; também inúmeras participações integrando o célebre Arditti Quartet.
Sem ser maçudo, estas são as linhas que se poderiam escrever sobre músico. Quanto a este místico disco... a ideia será outra. Porque não ouvi-lo?

 

Gavin Bryars, Alter Ego, Philip Jeck
«The Sinking of The Titanic (1969 - )»
CD Touch, € 15,95

Apesar de se tratar de um documento reflexo de um momento trágico na história da humanidade - «The Sinking of the Titanic» - a peça - continua a ser um work in progress, repleto de momento musicais mágicos.
Desde 1969 que Bryars tem subscrevendo diversas versões, que se vão adaptando à época e contextualizando conforme o ambiente em que se vão desenrolando. Este disco é a gravação de um espectáculo que decorreu em Veneza, em Outubro de 2005. Junta o compositor aos gira-discos de Philip Jeck e ao ensemble Alter Ego, que reúne 7 músicos transalpinos.

Mais informações detalhadas em:
http://www.touchmusic.org.uk/catalogue/tone_34_gavin_bryarsphilip_jec.html

(04-04-2008)

 

Robert Forster
«The Evangelist»
CD Tuition, € 15,95

Robert Forster, um dos fundadores dos The Go-Betweens, regressa agora com o seu primeiro álbum de originais depois do desaparecimento do seu colega e amigo Grant McLennan, em 2006.
Após a morte de Grant McLennan, o seu parceiro de escrita durante 25, Robert Forster questionou-se se alguma vez conseguiria voltar a escrever música. No entanto aqui e agora, quase dois anos depois do trágico desaparecimento de McLennan, Forster regressa com um espantoso álbum que é ao mesmo tempo incrivelmente progressivo e assombrado pela alma do seu grande amigo. Oferece uma brava e dilacerante visão de um homem numa fase crucial da sua vida, e que sofreu uma grande perda recentemente.
Tal como o seu antecessor, o álbum “Oceans Apart” dos The Go-Betweens, foi produzido Mark Wallis e Dave Ruffy nos Good Luck Studios no Sul de Londres. A banda consiste em membros desse projecto e colaboradores de longa data: a baixista Adele Pickvance e o baterista Glenn Thompson. Em todas as partes “The Evangelist” é uma obra prima de honestidade e compaixão. Robert Forster recentemente descreveu o álbum deste modo: “Tem 10 temas e é o meu primeiro disco a solo em 12 anos. Em Maio de 2006 o meu companheiro de escrita faleceu, levando ao fim os The Go-Betweens. Não estava certo de que iria continuar a gravar albums, mas este Verão as coisas materializaram-se. É um disco directo. Escrevi sete canções sozinho, e as outras três são colaborações com o Grant antes do seu desaparecimento. A Adele e o Glenn dos The Go-Betweens estão comigo o tempo todo. Não é um “Oceans Apart 2” – é algo diferente, mas com pistas do passado, e estou muito feliz com isso.

Ouçam-no aqui.

http://www.robertforster.net/rfevangelist.html
(04-04-2008)

 

Savage Republic
«1938»
CD Neurot, € 16,5
0

"1938" marca o regresso às lides discográficas dos californianos seminais proto-pós-rockers-industriais Savage Republic. Liderados desde sempre por Bruce Licher, editaram 5 influentes LPs de originais entre 1982-1989.
Em 1938 os parâmetros estruturais e estéticos mantêm-se – Guitarras em riffs minimais e repetitivos, percussão/bateria em tons tribais, músicas instrumentais (à excepção de duas – com vozes em tom de revolta), violinos e outros instrumentos a proporcionar ambientes cinzentos e escuros.
Existe alma, talento e frescura nas composições.
Será possivelmente um grande orgulho para a editora – Neurot, editar a banda que mais influenciou o seu próprio som.
Selvagens? Sim; mas com certeza - não Republicanos.
Que seja sempre bem-vindo quem vier por bem…

(04-04-2008)

 

Branches, Osso, Sapien Sapiens
«Seiva»
CDR Searching Records, € 8,00

3 músicos, 10 faixas – percussão, guitarra/baixo, instrumentos pro-étnicos ambientes tribais e psicadélicos. Viagens de ida e volta a lugares ermos, situados entre o vazio e o belo.
Excelente e original capa, como é bom apanágio da Searching Records.
Conciso e com muito siso.
Proavelmente o melhor disco, até à data, da Searching Records.

http://www.searchingrecords.org/
(04-04-2008)

 

Vários Artistas
«Get To Know Your Dance Music»
DVD Raum Für Projektion, € 15,00

"
Get to Know Your Dance Music" são dois pequenos filmes sobre a produção em termos técnicos da musica House.

-“House” de Gabe Shalom (USA, 17 min.) é um documentário, em jeito de lição, sobre a produção e as idiossincrasias criativas inerentes á música de dança electrónica.

- “Bassline Baseline” de Nate Harrison (USA, 20 min.) é um documentário sobre as potencialidades criativas da mítica máquina - Roland TB-303 Bass Line music machine.
(28-03-2008)

http://www.raumfuerprojektion.de/dvd/gtkydm/gtkydm_01.html

 

Vários Artistas
«Loop Pool - On Ice»
DVD Raum Für Projektion, € 15,00

"
Loop pool on ice" é uma colecção 69 Vídeo Loops produzidos por 77 personalidades: artistas de vídeo, VJs e directores cinematográficos europeus, americanos e sul americanos. Variado e criativo - a descobrir.
(28-03-2008)

http://www.raumfuerprojektion.de/cfac_dvd.html

 

Vários Artistas
«Ideas For Europe - 24 Commerciials For A Concept»
DVD Raum Für Projektion, € 15,00

"Ideas for Europe - 24 Commercials for a Concept" é um projecto de Graw Böckle e tem por ideia base a produção de anúncios comercias sem um produto pré-definido. São 24 pequenos clipes comerciais com base em ideias, conceitos e utopias. Conceptualmente um excelente projecto.
(28-03-2008)

http://www.commercialforaconcept.com/seiten/cfac.htm

 

Manuel Gião
«Cima»
CDR Searching Records, € 8,00

7 faixas de Guitarra (as duas últimas com a participação de Bruno Silva), muitos pedais muitos botões; psicadelismo quase industrial, lo-fi genuíno, delays a rodos. Gravado em casa, edição limitada com excelente capa da portuguesa Searching Records. “…com uma serpente nos dedos e um comichão na alma…”

(28-03-2008)

http://www.searchingrecords.org/

 

Osso Exótico + Z'Ev
«s/t»
CD Crouton Music, € 16,00

Desde 1989 que os OE vêm cimentando o seu carreira com múltiplas edições regulares sob os auspícios do grupo, em pontuais trabalhos a solo ou em multifacetadas colaborações com outros músicos internacionais.

As incursões têm sido muito inteligentes pois, para além de conseguirem uma óptima visibilidade, garantem ainda extraordinários resultados nas peças obtidas.

Quase simultaneamente, surgem agora Bowline (ainda não disponível na loja) e o  disco-resultado deste encontro com o músico norte-americano Stefan Weisser, masi conhecido por Z'Ev.

 

[...] an excelent record, produced by a legend and one of the most important and referencial projects in Portuguese contemporary production.

Nuno Loureiro in [http://www.gpinformation.blogspot.com/]

 

[...] once the ball gets rolling, it rolls, it makes ripples become waves, and waves become a thunder storm. It’s in these moments when the true power of the music comes alive. in Vital Weekly
(28-03-2008)

 

mais informações:

http://www.croutonmusic.com/wp/2007/11/11/crou039-osso-exotico-zev-cd/

 

The Wire
«Nº 289 - Abril 2008»
Revista+CD c/ 20 temas
, € 7,00

(nota: importação limitada - aconselhamos reservas)
(28-03-2008)

http://www.thewire.co.uk/

 

Paul Bradley & Cría Cuervos
«Moraines II»
CD Small Voices
, € 14,50

PAUL BRADLEY & CRIA CUERVOS - MORAINES II (CD by Small Voices)

CRIA CUERVOS - IL XUNX (3"CDR by The Locus Of)

About two years ago we reviewed 'Morainos', a collaboration between Paul Bradley and Eugenio Maggi, aka Cria Cuervos from Italy (see Vital 516). Since they have been working on 'Moraines II', or rather re-working the first one. Such can be the world of drone music. One drone - endless possibilities. The original recordings have been used, highly processed field recordings that is, and together they created quite a dark album of drone music. Rather than moving about in one single drone, this new piece moves along various paths, clearly divided into separate parts, each with it's own build up and changes, before moving to the next piece. Some clear field recordings punctuate the music, such as rain sounds, birds and footsteps. Perhaps nothing new, but the minor changes, such as the various parts approach, make this however quite a nice disc. Plus more treatments arrive through the work of Andrew Liles, who was given all the material and made a remix (a phrase we should not use for the first track). Liles has a distinct sound (well, as far as I know, as his output is vast and incomplete here) that is somewhat close to the more eerie Nurse With Wound sound. Here via the reverse sound approach, like a single wave washing ashore and a metallic drone rumble make up a creepy soundtrack to a perfect nightmare. Sounds arise from previous, and make this a more singleminded piece. Quite a nice one at that.

Cria Cuervos also just released a solo 3"CDR, so its interesting to compare it with his work with Bradley. The music here is more experimental, more loud and, dare we say it, more industrial. Cuervos scrapes the barrel of metal and picks up the sound to give it some additional treatment, by adding a bit of reverb here and there. Over the course of the piece things develop in a rather minimal manner - it seems as if sounds are stretched out and more space is added between them. Later on these empty spaces are filled with what could be field recordings. Quite interesting, since this piece moves out of the known drone field and crosses the field of noise and industrial on one hand and microsound on the other - certainly in the second part of the piece. (FdW)
(28-03-2008)

Address: http://www.smallvoices.it

Address: http://www.thelocusof.freeuk.com

 

in Vital Magazine

http://www.vitalweekly.net/613.html

 

Wire
«Read & Burn 03»
CDEP Pink Flag, € 12,50

"Read & Burn 03" é o mais recente episódio da série 'research and development' do lendário colectivo Wire.

Com uma duração de cerca de 25 minutos, é uma obra áudio seminal criada pela terceira reactivação do projecto em gravações de estúdio.

Tendo passado os últimos quatro anos e meio (desde a edição de "Send" em Maio de 2003) a consolidar e a reapreciar o seu fundo de catálogo - reeditando CD's e DVD's da sua era de ouro dos anos 70 - e mantendo-se simultaneamente longe dos olhos do público, os Wire estiveram, no entanto, bem activos a nível criativo. Ainda que influenciados pelos meios desenvolvidos na sua fase pós "Send", "Read & Burn 03" lucra substancialmente de uma concentração de esforços criativos e novos sentimentos estéticos desenvolvidos desde meados de 2006. Estes são uns Wire multi-facetados, redefinidos, e em fase de evolução. Não há melhor indicação da sísmica mudança de intenções do que o tema de abertura que quebra quase 5 anos de silêncio. Com uma duração de quase 10 minutos, reflectem a sua grande mudança, mas também a reciclagem do que foi feito no passado, uma ponte entre o punk the "Pink Flag" e a pop de "The Ideal Copy".

A maré criativa que se deu na parte final de 2006 continua a dar frutos, e ainda que "Read & Burn 03" sobreviva por si só, é apenas uma ínfima parte daquilo que dará origem ao novo álbum de originais. Convém referir que nada deste EP surgirá no novo longa-duração. "Read & Burn 03" não é uma peça do puzzle - é um puzzle completamente distinto...
(14-03-2008)

1. 23 Years Too Late
2. Our Time
3. No Warning Given
4. Desert Diving

 

Food
«Molecular Gastronomy
»
CD Rune Grammofon, € 16,50

Agora reduzidos a duo formado por Iain Ballamy e Thomas Strønen, os Food parecem mais activos do que nunca. Este álbum, o seu quinto, foi gravado por Jeremy Cox ao longo de dois anos, e misturado por Ashley Slater, que também contribui em três dos temas. Maria Kannegaard toca Fender Rhodes em cinco. Strønen, considerado um dos mais inventivos percussionistas noruegueses, foi sempre uma peça importante nos Food e é justo referir que uma grande parte da sua produção foi escrita em oposição à improvisação. “Molecular Gastronomy”, no entanto, é bastante improvisado, muito da mesma forma que o outro projecto de Strønen, os Humcrush. Por causa desta nova formação e de uma diferente estrutura musical, é óbvio que Ballamy, sem dúvida um dos maiores saxofonistas Britânicos da sua geração, tem mais espaço para a sua interpretação. Este é indubitavelmente um grande disco!
(14-03-2008)

 

Skyphone
«Avellaneda»
CD Rune Grammofon, € 16,50

Mais uma revelação nórdica [dinamarquesa] para juntar às inúmeras propostas que têm surgido nos últimos anos e que, tal como quase todas, são esclarecedoras quanto à maturidade de ideias a revelar.

Numa linha partilhada pelos Sigur Ross, Tape e Efterklang, os Skyphone assumem-se como um projecto essencialmente melódico. O editor remete-nos para as sonoridades praticadas pelos Alog e Svalastog, referências que, sobejamente conhecidas no universo da Rune, pouco ajudam, fora deste meio. O pormenor, as subtilezas, o acústico e o rendilhado, talvez nos situam. Num ambiente sereno, com fotogramas de paisagens escandinavas cobertas de neve, este disco liberta um calorzinho. Por cá, numa planície alentejana sob um sol abrasador, sabe bem sentir esta brisa.

Um pau de dois bicos, importante em qualquer ocasião.
(14-03-2008)

 

Magic Markers
«Boss»
CD Ecstatic Peace, € 15,95

Em “Boss” os Magik Markers de Elisa Ambrogio (voz e guitarra) e Pete Nolan (bateria e piano) assumem um maior controlo sobre o noise que tem sido a sua imagem de marca desde que em 2002 iniciaram as hostilidades discográficas. Mas se este pode ser considerado o disco mais acessível do duo até à data, não quer isto dizer que não continuam a ser sónicos de corpo e alma, o que aliás justifica a edição pela Ecstatic Peace! de Thurston Moore e a participação do ilustre Lee Ranaldo em 4 temas. “Boss” consegue ir do mais estridente (“Axis Mundi” ou “Last Of The Lemach Line”, onde Ambrogio não esconde a influência de Kim Gordon, ou mesmo da ex-Royal Trux Jennifer Herrema) ao mais intimista (“Empty Bottles” ou “Taste”), onde nos vêm repetidamente à cabeça os The Kills ou até os Yeah Yeah Yeahs, mas não descura as jams experimentais que os Magik Markers produzem há 5 anos e sobretudo ao vivo: “Pat Garret” e “Circle”. “Boss” são os Magik Markers curtos e incisivos como sempre, mas num álbum com princípio meio e fim.
(14-03-2008)

 

Box
«Studio 1»
CD Rune Grammofon, € 16,50

Resultado de um projecto inicialmente preparado para a criação de uma banda sonora, este disco acabou por funcionar como um filme áudio de uma sessão de improvisação que juntou em estúdio personalidades de uma cena muito específica (Europa continental ?) tipicamente urbana.

Aos nomes de Raoul Björkenheim (ECM), Trevor Dunn (John Zorn, Bungle, Fantomas) e Stale Storloken (Supersilent) juntou-se a bateria de Morgan Agren.

Seria tanto redundante falar aqui nos Naked City ou Supersilent, como inconsequente pensar em Miles Davies. Como alternativa valerá a pena procurar, neste disco contagiante, as novas formas de humor.
(07-03-2008)

 

Cabo San Roque
«
Música a Màquina (Ed. Limitada)»
CD CSR, € 25,00

De Espanha, Barcelona, lá diz o ditado, «bons ventos...bons casamentos...», ou será precisamente o contrário? Irrelevante para o objectivo do momento, pois este terceiro disco do projecto Cabo San Roque é mais do que uma simpática brisa.

Música a Màquina reflecte a diferença de uma região fértil em alternativas culturais, absorvidas por uma comunidade artística aberta. Uma boa dose de experimentalismo, uma base quanto baste de industrialismo e uma eloquente pitada de criatividade constituem os sete temas desta edição limitada a 1000 cópias e «embrulhada» numa caixa (400 gramas) de ferro serigrafiado (portada de hierro serigrafiado) e com um «booklet» de 64 páginas. Referências ? Talvez «David Cunningham meets Pascal Comelade and Pierre Bastien for a special jam session»
(07-03-2008)

 

Supersilent
«8»
CD Rune Grammofon, € 16,50

Mantendo a mesma estratégia que os tornou um dos projectos mais surpreendentes dos últimos anos, no âmbito do nova jazz escandinavo (a improvisação total sem qualquer discussão ou acerto prévio), os Supersilent regressam a este oitavo tomo com um objectivo bem claro: assegurar que a chama está bem acessa e portanto quem se aproxima demasiado pode queimar-se.

Trata-se de mais um disco recheado de subtilezas, da música ambiental, de fusão e electrónica. Como fertilizantes o jazz, a improvisação e o rock dão aquele toque final. Resumindo: um disco de continuidade cheio de boas surpresas.
(07-03-2008)

 

MV & EE with The Golden Road
«Gettin' Gone»
CD Ecstatic Peace, € 15,95

Quer queiramos quer não a tradição já não é o que era. Matt Valentine e Erika Elder são os típicos músicos hippies, ávidos consumidores das sonoridades blues e folk.

Depois do excelente «Green Blues» de 2006, este trabalho não é mais que a concretização das ideias abordadas anteriormente.

O rock n roll sob efeito de anfetaminas, como diria Ethan Covey, jornalista norte-americano a propósito de «susquehanna», lança algumas pistas sobre o duo, ou melhor sobre o disco, onde a voz, a guitarra e a atitude se assumem como os elementos principais. Trata-se, uma vez mais, de um trabalho estranho (que entranha), que nos remonta aos longínquos anos setenta e se coloca ao lado de um Neil Young com os Crazy Horse. Confusos? Nós também. Parem o gira-discos de imediato e coloquem a agulha nas primeiras estrias. Há que ouvir outra vez.
(07-03-2008)

 

 

This is VERY BRITISH (little britain???)

 

Vários Artistas
«Songs The Bonzo Dog Band Taught Us - A Pre-History of The Bonzos »
CD Lightning Tree Records, € 18,95

Compilação composta por 27 faixas das versões originais (gravadas em 78 rotações, dos anos 20 e 30) que os Bonzo Dog Doo Dah Band (a banda mais alucinada de Inglaterra do final dos anos 60 e primos em primeiro grau dos Monty Python) gravaram ou interpretaram ao vivo ao longo da sua curta carreira (1966-1970) – Vaudeville, Hot-Jazz, Nobelty-Songs, Old-Nuggets, humor, imaginação e títulos muito sugestivos: Mickey´s Son and Daughter, Ali Baba´s Camel, Masculine Women and Feminine Men. Enjoy.
(07-03-2008)

 

Ivor Cutler
«Life In A Scotch Sitting Room Vol. II »
CD Rev-Ola, € 14,95

Ivor Cutler (1923-2006), músico, poeta, actor, pintor, humorista e autor de livros para crianças. "Life In A Scotch Sitting Room Vol. II" é considerado uma das suas obras mais importantes, gravado ao vivo na sua terra natal – Glasgow. Um misto de música (Ivor toca o seu instrumento de eleição: Harmonium) e histórias subtis e bem humoradas, ao longo de vários episódios (17 faixas). Um disco conceptual e autêntico de uma das personalidades mais carismáticas e esquecidas (fora) da Grã-Bretanha.
(07-03-2008)

 

Alireza Mashayekhi & Ata Ebtekar/Sote
«Persian Elecronic Music - Yesterday and Today 1966-2006»
2CD Sub Rosa, € 19,95

Já há longos anos que a etiqueta belga Sub Rosa nos habituou a isto. A recolha de «esquecidos» documentos audio e a sua valorização em formato CD, devidamente complementadas com toda a informação relevante disponível.

Apesar da sua origem iraniana se sentir nesta recolha, todas as posteriores influências captadas nas escolas por onde passou (da música electroacustica francesa, da electrónica holandesa e o do classicismo austríaco) tornam esta peça numa relíquia que merece a maior atenção.
(07-03-2008)

 

Peter Wyngarde
«When Sex Leers Its Inquisitive Head»
CD RPM, € 14,95

Peter Wyngarde foi um dos actores da televisão britânica de maior sucesso dos anos 60 e 70; gravou somente este disco, em 1970. Um disco estranho, inovador e único – Spoken-word, Croonerism, Easy-listening, colagem sonoras, World-music surrealista, muita ironia e humor (quase de mau gosto), como em Rape (onde se ensina o ouvinte a dizer a palavra nas mais variadas línguas...) ou em The Hippie and the Skinhead (uma descrição da animosidade existente entre Hippies e Skinheads no final dos anos 60). Disco de culto para interessados em excentricidades e curiosos da cultura britânica do período: anos 60 - principio de 70.
(07-03-2008)

 

Coclea
«To Those Who Made It Here...»
CDR Searching, € 6,50

Coclea é o "one man band": Guilherme Gonçalves, "To those who made it here, we bid thee welcome" tem edição em CD-R (de 3´´ em embalagem mini DVD case), limitada a 50 cópias, pela sempre prolífica DIY barreirense Searching Records. Uma faixa de 22:56 gravada ao vivo na galeria ZDB, riffs e loops de guitarra sobrepostos, distorcidos numa espiral progressiva improvisada - para viajar enquanto se viaja.
(07-03-2008)

 

Reedições:

 

Mimir
«Mimir»
CD Streamline, € 15,95

Reedição da Streamline (apadrinhada pela Drag City) de um clássico de 1990 da (chamada) música experimental. Mimir é/foi uma colaboração entre o (mal-amado) Edward Ka-Spel (dos legendários Legendary Pink Dots ), Jim O´Rourke, Christoph Heeman, Seeman e Andreas Martin. 6 faixas constituídas por drones extensos, psicadélicos e obscuros. Guitarras, sintetizadores, violinos colagens sonoras numa amálgama progressiva na fronteira entre o sonho e o pesadelo. Disco já com 18 anos, mas de cariz perfeitamente actual e uma excelente demonstração em como alguma da musica produzida actualmente, dita experimental e com pretensões a inovadora, esta na realidade a seguir-se por parâmetros já há muito tempo experimentados...
(07-03-2008)

 

The Durutti Column
«Lips That Would Kiss»
«Live in Bruxelles 13 August 1981»

CD's LTM, € 15,9
5 cada

Os dois restantes títulos da série de reedições da LTM passam agora a estar disponíveis. "Lips That Would Kiss" é a reedição da colecção de faixas históricas e de singles gravados para a Factory Benelux, Les Disques du Crépuscule e Sordide Sentimental entre 1980 e 1982. Os mais marcantes são o single com o tema título e "Madeleine", inicialmente lançado em 1980 em 7" e 12", gravado com Martin Hannett, bem como "Danny" e "Enigma", do 7" de 1981 de edição limitadíssima na Sordide Sentimental (1981).
Este álbum remasterizado inclui também o belíssimo EP de 12" "Deux Triangles", bem como temas exclusivamente gravados para compilações da Crépuscule, e ainda nada mais nada menos que nove faixas gravadas para o álbum de 1983 nunca editado "Short Stories For Pauline", algumas das quais com a colaboração de Blaine L. Reininger dos Tuxedomoon no violino.
"Live In Bruxelles" inclui o espectáculo completo gravado em 1981 (bastante semelhante ao lendário concerto da Aula Magna em 83), com as actuações de Vini Reilly e de Bruce Mitchell na Place de la Monnaie, em Bruxelas. Como pequeno bónus há também uma curta conversa com Reilly após o espectáculo, uma pequena pérola para os admiradores do projecto...
O booklet contém imagens de arquivo, e a capa é baseada na imagem original do 7", autoria do artista Jean-Francois Octave.
(01-02-2008)

"Lips That Would Kiss":
1. La Douleur
2. Lips That Would Kiss
3. Madeleine
4. Danny
5. Enigma
6. The Sea Wall
7. Snowflakes
8. Little Horses Of Tarquina
9. Experiment In Fifth
10. Take Some Time Out
11. At First Sight
12. Journeys By Vespa
13. Destroy She Said
14. The Square
15. Hommage A Martinu
16. Piece For An Ideal
17. Zinni
18. Favourite Painting
19. Piece For Out Of Tune Grand Piano

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"Live in Bruxelles 13 August 1981":
1. Sketch For Dawn
2. Messidor
3. Jacqueline
4. Conduct
5. Sketch For Summer
6. Danny
7. Stains (Useless Body)
8. The Missing Boy
9. Self Portrait (Version)
10. For Belgian Friends
11. Interview

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Também disponíveis:

The Durutti Column
«Circuses and Bread»
CD LTM, € 15,95

1. Pauline
2. Tomorrow
3. Dance II
4. Hilary
5. Street Fight
6. Royal Infirmary
7. Black Horses
8. Dance I
9. Blind Elevator Girl
10. All That Love And Maths Can Do
11. I Can Get Along Without You Very Well
12. Verbier (For Patti)
13. Aftermath
14. Silence
15. Cocktail
16. Telephone Call
17. Mirror A
18. Mirror B

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The Durutti Column
«Fidelity»
CD LTM, € 15,95

1. Fidelity
2. For Suzanne
3. Future Perfect
4. Abstract Of Expression
5. G & T
6. Remember Me
7. Sanko
8. Grace
9. Guitar For Mother
10. Storm For Steve
11. My Only Love

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Erik Satie
«Avant-Dernières Pensées»
«
Cubist Works 1913-1924»
«Dada Works & Entr'actes»
CD's LTM, € 15,9
5 cada

Mais três edições da série da LTM surgem agora no mercado. A juntar aos três volumes já anteriormente editados, também esta trilogia inclui peças raras e algumas nunca antes disponíveis, senão vejamos:
"Avant-Dernières Pensées: Selected Piano Works" inclui algumas das mais conhecidas peças do compositor, incluindo a famosa "Trois Gymnopédies", todas as sete "Gnossiennes" e "Je Te Veux", bem como peças mais experimentais, como "Descriptions Automatiques" e "Sports Et Divertissements", uma extraordinária colecção de 21 miniaturas de 1914 com ilustrações de Charles Martin. Também neste disco podemos encontrar o acto de Satie, a comédia lírica neo-Dada "Le Piège de Médusa", contendo sete curtas danças para "Jonah the Monkey" ilustradas pelo pintor cubista Georges Braque. As 46 peças deste disco de 72 minutos foram interpretadas pelo pianista Bojan Gorisek.
"Cubist Works 1913-1924" oferece-nos quatro obras compostas por Erik Satie entre 1913 e 1924 para as suas colaborações com Pablo Picasso. Estas incluem versões orquestrais e de piano das suas célebres composições para os bailados Cubistas "Parade" (1917) e "Mercure" (1924), bem como para a raramente escutada diversão "The Statue Found" (1923). Com a duração de cerca de 60 minutos, aqui vamos também encontrar "The Puppets Are Dancing", escrita para o dançarino e poeta Futurista francês Valentine de Saint-Point em 1913, e as lúdicas "Trois Valses Distinguées Du Précieux Dégouté", um pungente ataque ao rival compositor Maurice Ravel e cuja estreia decorreu numa exposição de obras de Picasso e Matisse, entre outros, em 1916. Tal como o disco anterior, também aqui o intérprete foi o pianista Bojan Gorisek. O livro inclui imagens de arquivo em textos detalhados de James Hayward.
"
Dada Works & Entr'actes" é a primeira colecção de Erik Satie de obras relacionadas com o movimento Dada, incluindo peças para Francis Picabia, Tristan Tzara, Kurt Schwitters e René Clair. Um entusiástico activista do Dada em Paris 1920 e 1924, Satie colaborou intensamente com Tzara, Man Ray, Pablo Picasso e Jean Cocteau, escreveu frequentemente no jornal de Francis Picabia "391", e foi um opositor ferrenho da facção surrealista liderada por André Breton. As obras aqui incluídas são: "Trois Morceaux En Forme De Poire" interpretada por Satie em Julho de 1923 na notória "Soirée Du Coeur A Barbe" de Tzara; "Ragtime Dada", um extracto do bailado "Parade", interpretada numa série de noites Dada de Kurt Schwitters e Theo van Doesburg em 1922; "Entr'acte", as duas bandas sonoras para a deslumbrante coreografia multimédia "instantâneaista" de Francis Picabia, "Relâche", em 1924; e "Cinéma", a banda sonora para a média metragem de René Clair.
O CD de 70 minutos é totalmente interpretado por Bojan Gorisek, e o livro inclui imagens de arquivo, textos de Satie para os jornais "391" e "Le Couer A Barbe", bem como anotações históricas de James Hayward.

(01-02-2008)

Também disponíveis:

Erik Satie
«Musique de La Rose Croix + Pages Mystiques / Uspud»
2CD LTM, € 18,50

Erik Satie
«Socrate + Mélodies»
CD LTM, € 15,9
5

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Erik Satie
«Vexations»
CD LTM, € 15,9
5

 

Marcel Duchamp
«Musical Erratum+In Conversation»
CD LTM, € 15,95

Escrito em 1913, "Musical Erratum" para piano forma parte de uma sequência de notas e projectos que deram origem à célebre obra artística "La Mariée Mise à Nu Par Ses Célibataires, Même". "La Mariée..." é também o sub-título da peça de piano de 1913.
Abstracta, elusiva e mesmo inatingível, segundo o artista, "Musical Erratum" consiste em duas composições. Na primeira as notas são substituídas por chaves numéricas, e a sua interpretação clássica é desencorajada em favor de uma instrumentação mecânica. a segunda oferece uma espécie de composição aleatória, na qual pequenas bolas numeradas são largadas sobre as carruagens de um pequeno comboio de brincar. Tal como era habitual, Duchamp caracterizou estas peças como "um acontecimento inútil em qualquer evento". Duas versões estão incluídas neste CD, uma peça de piano convencional (mas não virtuosa) e outra na qual discos rotativos roçam as cordas do piano produzindo notas extraordinárias.
Para além destas peças, "Musical Erratum+In Conversation" contém ainda quatro extractos de "spoken word" por Duchamp (em inglês), uma fascinante conferência dada em Houston in 1957denominada "The Creative Act", e ainda uma longa entrevista gravada em 1959.
(01-02-2008)

1. Erratum Musical: La Mariée Mise à Nu Par Ses Célibataires, Même (prepared piano)
2. The Creative Act (Lecture)
3. À l'Infintif (Reading)
4. Interview with Marcel Duchamp, 1959, Pt. 1
5. Interview with Marcel Duchamp, 1959, Pt. 2
6. Erratum Musical: La Mariée Mise à Nu Par Ses Célibataires, Même Pt. 1
7. Erratum Musical: La Mariée Mise à Nu Par Ses Célibataires, Même Pt. 2
8. Erratum Musical: La Mariée Mise à Nu Par Ses Célibataires, Même Pt. 3
9. Erratum Musical: La Mariée Mise à Nu Par Ses Célibataires, Même Pt. 4
10. Erratum Musical: La Mariée Mise à Nu Par Ses Célibataires, Même Pt. 5
11. Erratum Musical: La Mariée Mise à Nu Par Ses Célibataires, Même Pt. 6
12. Erratum Musical: La Mariée Mise à Nu Par Ses Célibataires, Même Pt. 7
13. Erratum Musical: La Mariée Mise à Nu Par Ses Célibataires, Même Pt. 8

 

Franco Casavola
«Futurlieder»
CD LTM, € 15,95

Este é um dos primeiros discos de música editados da autoria do compositor, teórico e escritor Futurista Frasnco Casavola. Casavola foi convidado por F.T. Marinetti para se juntar ao movimento Futurista em 1922, tendo escrito uma série de peças para produções teatrais, incluindo os bailados mecânicos "Anihccam Del 3000" e "Fantasia Meccanica". Escreveu também vários ensaios e manifestos em música Futurista e um romance - "Introdução à Loucura".
Em 1927 afastou-se do movimento Futurista, tendo-se dedicado essencilamente à composições de música para filmes. Ainda que Casavola afirmasse ter destruído todas as partituras Futuristas em 1927, recentes pesquisas provaram o contrário. "Futurlieder" junta curtas obras como "Dance Of The Monkeys (Hop Frog)", "Zoological Foxtrot", "Epileptic Cabaret" e "Campari" (um dos primeiros temas publicitários publicados). Para além disso, este CD contém ainda temas mais longos como "Tankas", "Liriche", "La Sera" e "Gioielleria Notturna", todos eles obras mais recentes (mais ainda Modernistas), e incluem textos do poeta Gabriele d'Annunzio.
Todos os 28 temas de "Futurlieder", nunca anteriormente editados, foram gravados pelo virtuoso duo italiano constituído por Daniele Lombardi (piano) e Susanna Rigacci (soprano), entre 1994 e 2004, e sido produzidos por Carlo Piccardi para a Radio Svizzera/Rete-Due. TA capa é baseado numa obra de 1932 de Fortunato Depero.
(01-02-2008)

1. La Canzone Di Uriele
2. Campari
3. La Danza Della Scimmie
4. Fox-Trot Zoologico
5. Tango Viola De 'Cabaret Epilettico'
6. Tankas 1
7. Tankas 2
8. Tankas 3
9. Tankas 4
10. Tankas 5
11. Tankas 6
12. Preludio A 'Prigionieri'
13. Quatrain
14. Liriche 1
15. Liriche 2
16. Liriche 3
17. La Sera 1
18. La Sera 2
19. La Sera 3
20. Entro I Boschi Alto E Soli
21. Allegro
22. Come Sorge La Luna
23. Muoio De Sete
24. Gioielleria Notturna 1
25. Gioielleria Notturna 2
26. Fides
26. Leila
28. Notte

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Vários Artistas
«Bauhaus Reviewed 1919-1933»
CD LTM, € 15,95

O primeiro CD a explorar a influente escola de arte e arquitectura Bauhaus, cuja existência decorreu entre 1919 e 1933.
A parte em "spoken word" centra-se numa conversa reveladora de Walter Gropius, o arquitecto e teórico fundador da Bauhaus em 1919. Além desta peça fulcral, podemos encontrar neste disco contribuições do terceiro e último director, o arquitecto Ludwig Mies van der Rohe, e do professor Josef Albers. Todas as entrevistas são em inglês.
A parte musical inclui peças de piano escritas entre 1919 e 1925 por seis compositores ligados àquela escola germânica: Arnold Schoenberg, Josef Matthias Hauer, George Antheil, Stefan Wolpe e H.H. Stuckenschmidt. Muitas destas obras reflectem o Serialismo e o Dodecafonismo, dois estilos composicionais do início do séc.XX, e a maior parte são interpretadas por Steffen Schleiermacher no piano.
Com a duração de uns generosos 72 minutos, o disco contém ainda um livro de luxo com imagens e notas históricas sobrea a Bauhaus.
(01-02-2008)

1. Josef Matthias Hauer - Phantasie Op. 17 (1919)
2. Walter Gropius - On The Origins Of The Bauhaus
3. Stefan Wolpe - Variation (1923)
4. Walter Gropius - On Form And Totality
5. George Antheil - Shimmy (1923)
6. Walter Gropius - On Klee, Itten, Kandinsky, Feininger And Moholy-Nagy
7. Stefan Wolpe - Stehende Musik (1925)
8. Josef Albers - On Handling And Texture
9. Walter Gropius - On Albers And Functionalism
10. H. H. Stuckenschmidt - Marsch Alexander Des Grossen Über Die Brücken Von Hamburg (1923)
11. Walter Gropius - On Selection And Students
12. Arnold Schoenberg - Piano Piece Number 1 Op. 23
13. Walter Gropius - On Meyer And Mies Van Der Rohe
14. Josef Albers - On Politics And Meyer
15. Walter Gropius - On Industrial Contracts
16. Arnold Schoenberg - Suite For Piano Op. 25
17. Walter Gropius - On Utopianism
18. Ludwig Mies Van Der Rohe - On Architecture As Language
19. Walter Gropius - On The Future Of Architecture

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Outros títulos disponíveis:

Vários Artistas
«Voices of Dada»
CD LTM, € 15,95

Vários Artistas
«Musica Futurista: The Art of Noises»
CD LTM, € 15,95

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Vários Artistas
«Surrealism Reviewed 1929-1963»
CD LTM, € 15,95

Clique aqui para escutar excertos de todos os temas

     

Vários Artistas
«Jean Cocteau, Erik Satie & Les Six»
CD LTM, € 15,9
5

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Vários Artistas
«Futurism & Dada Reviewed 1912-1959»
CD LTM, € 15,95

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Julian Cope
«Japrocksampler - How The Post-War Japanese Blew Their Minds »
Livro Bloomsbury, € 22,50

Julian Cope, ur-punk, arqueólogo cósmico e front man dos extintos Teardrop Explodes segue em frente, após o sucesso do seu livro "Krautrocksampler", com outro livro de culto, "Japrocksampler", a desconstrução do rock japonês. "Japrocksampler" revela-nos o que realmente aconteceu quando o ocidente e o oriente se encontraram após a segunda guerra mundial e o caos que daí ocorreu, sendo de leitura obrigatória para qualquer pessoa interessada na modernidade da música e cultura japonesa. Este livro explora o choque entre o tradicional, o conservador e os valores japoneses e o rock rebelde dos anos 60 e 70, contando a história de seis grupos de artistas seminais da cultura japonesa do pós-guerra. O livro termina com a opinião de Julian Cope acerca dos 50 melhores álbuns de rock japonês.
(01-02-2008)

 

Simon Ford
«Wreckers of Civilisation - The Story of COUM Transmissions & Throbbing Gristle»
Livro Black Dog Publishing, € 32,50

A COUM Transmissions (colectivo performativo) e o projecto industrial Throbbing Gristle são o tema principal do primeiro livro de arte do crítico e historiador Simon Ford. Os quatro principais membros do grupo, liderados por Genesis P-Orridge (hoje Breyer P-Orridge) e Cosey Fanni Tutti, foram chocantes e controversos , expondo os aspectos físicos e emocionais, verdades que estavam no centro das políticas sociais da Inglaterra da década de 1970. Lançando as bases para o assalto do movimento Punk, a COUM e os TG alargaram as fronteiras tanto da música como da arte, onde o profano foi provocador e actos privados tornados públicos. P-Orridge expôs a essência destes dois projectos através do credo, "When in doubt be extreme." O deputado puritano do parlamento britânico Nicholas Fairbain chamou-lhes "The Wreckers of Civilizations", após a famosa actuação no I.C.A. de Londres nos idos anos 70, considerando este deputado que o estado não devia apoiar esta "gente" que andava a semear subversão no Reino Unido.
(01-02-2008)

 

Charles Neal
«Tape Delay - Confessions From The Eighties Underground»
Livro SAF Publishing, € 30,00

Em 1984 Charles Neal aventurou-se entrevistando os principais protagonistas do som, imagem e palavra da época. Concentrando-se no desafio e no confronto, escolheu deliberadamente os indivíduos e grupos menos ligados ao mainstream. O seu objectivo: uma ideia generalizada que reflectisse o underground dos anos 80.
Os colaboradores foram Marc Almond, Dave Ball, Cabaret Voltaire, Nick Cave, Chris & Cosey, Coil, Einstürzende Neubauten, The Fall, Diamanda Galas, Genesis P-Orridge, Michael Gira, The Hafler Trio, Matt Johnson (The The), Laibach, Lydia Lunch, New Order, Psychic TV, Boyd Rice, Henry Rollins, Clint Ruin, Sonic Youth, Stevo, Mark Stewart, Swans, Test Dept. e David Tibet (Current 93).
(01-02-2008)

 

Simon Reynolds
«Rip it Up and Start Again»
Livro Faber and Faber, € 24,95

"«Rip It Up and Start Again - Postpunk 1978-1984» trata de investigar, documentar e analisar exaustivamente em cerca de 550 páginas essa época privilegiada da cultura pop anglo-americana até ao momento (que Reynolds situa a meio da década de 80) em que as margens se deixaram absorver pelo «mainstream»: o modo de fazer «independente» (em termos de criação, produção e distribuição) converteu-se no género «indie»". Expresso 

 "(...) his latest book is, ultimately, a compelling reminder of a time when clever, mischievous, creative people formed bands - and wrote about them." The Observer

 

Vários Artistas
«Antibothis Occultural Anthology»
Livro+CD Thisco, € 13,50

Mais do que ser a nova aventura editorial da Chili Com Carne e da Thisco - o nome da colecção remonta à promoção/protocolo entre as duas associações) é a nova aventura cultural de Fernando Cerqueira (Croniamantal, SPH, livraria Ligotage, Ras.Al.Ghul, Rasal.Asad, Thisco) que aqui faz o papel de editor da antologia de "vozes discordantes", "Antibothis" .
Ou por ser o primeiro volume ou por ser uma antologia, "Antibothis" tem altos e baixos - e se calhar esta afirmação deriva também dos meus interesses à partida. Os altos são de indole cultural e político, como os textos do eco-fascista finlandês Pentti Linkola ou sobre Arte Cibernética pelo brasileiro Edgar Franco. Os baixos serão os que se metem pela religião e as tretas esotéricas como os textos do Ordo Antichristianus Illuminati ou Denny Sargent, e pensando melhor não tem haver com o facto do assunto não me interessar - viva Julius Évola! - mas porque as entrevistas foram feitas por e-mail e revelam os defeitos desse formato. Há situações também partes cinzentas como os textos cut-up cacafónicos do japonês Kenji Siratori que são verdadeiros "ciber-puzzles" sem solução racional. A Inteligência Artifical já existe (o nipónico sabe imitá-la!?) e escreve poesia. Uma poesia "alien" e sem qualquer possibilidade de afinidade humana - impressionante seja como for além de que é pela primeira vez que Siratori é publicado em Portugal, é um (e)feito!
Quanto ao CD que é de "spoken word / oral cut up" tem um resultado não muito longe da colectânea Electronic Thisturbance (Thisco; 2004) excepto que aqui acontece duas coisas, a primeira é que os textos são envolta do conceito "this" (textos escritos por Cerqueira) e em segundo, a música e as vozes foram misturadas também por Cerqueira sem o conhecimento dos artistas participantes. Daí que a "parceria" Netherworld com Kenji Siratori ou a de Jarboe com Rasal.Asad sejam inesperadas até para os próprios artistas. As excepções serão as de Phil Von e Thermidor que cuidaram de tudo (som + voz). Dos textos escritos em inglês acontecem algumas curiosidades: Siratori e os Structura recitam nas suas línguas maternas (japonês e português) o que sempre é melhor que o inglês empastelado de Fernando Ribeiro, Thermidor e Euthymia - todos eles portugueses que assim acabam por em risco a seriedade do projecto. Quem sabe trabalhar com voz sabe e por isso destacam-se como são os casos de Christophe Demarthe, Jarboe, Structura e Siratori. Marcos Farrajota in OsamaSecretLovers
(01-02-2008)

 

The Valerie Project
«The Valerie Project»
CD/2LP Drag City, € 16,50

"Joseph Gervasi e eu temos vindo a falar sobre a criação de um projecto onde ocorresse uma sinergia entre a música e o cinema. Qual não foi a nossa surpresa quando ambos referimos o filme "Valerie and Her Week of Wonders", uma obra de Jaromir Jires, inspirada no cinema clássico Checo. Sempre admirei as suas imagens fantasmagóricas, a sua pureza e a sua genial banda sonora." Greg Weeks (Espers)

Greg Weeks descreve aqui a génese do seu novo projecto The Valerie Project. Inspirado no filme acima referido, Greg é acompanhado por membros dos Espers e outros grupos de Filadélfia, como Fern Knight, Grass, Fursaxa, Timesbold, Woodwose e Rake (bem como o enigmático Charles Cohen), e concebeu uma completamente nova banda sonora para aquela obra da sétima arte.

"Valerie and Her Week of Wonders" é uma alegoria dos tempos que hão-de vir; um trabalho populado por ambientes encantados, vampiros, fadas, donzelas brincalhonas, caçadores brincalhões, tias más, águias, e o mais atraente bigode de 1970, o ano de estreia do filme. A chave do Valerie Project reside no facto de como é possível alterar todo o significado da fita alterando apenas a sua banda sonora. A obra original, da autoria de Lubos Fiser é sempre relembrada ao longo do álbum, sendo o ponto fulcral de toda a sua criação. Os tons são densos e ornamentados, carregados de energia expansiva - um "versão sinfónica dos Magma" no seu ponto mais alto.

Em particular, o tema da inocência perdida e a vida campestre presente no filme atraiu Greg Weeks e os seus companheiros. “Há um movimento constante em direcção às responsabilidades da vida moderna... um desejo de nos reorientarmos para um mundo demasiado caótico, opressivo e tecnológico" diz Weeks. "é uma nova versão do fenómeno 'regresso às origens', com lições a aprender. O Valerie Project toca muito isso. Projecta uma mensagem cultural e política que é ainda mais relevante nos dias de hoje".

(11-01-2008)

1. Prelude
2. Introduction
3. Torchlight
4. Grandmother
5. Letter
6. Tree of Life
7. Sermon
8. Eagle's Theme
9. Dungeon
10. Fire Fountain
11. Feast
12. Dove, Pearl, Priest
13. Vampires
14. Eagle's Theme (Reprise)
15. Crypt
16. Elsa
17. Machine Room
18. Bookshelf Serenade
19. Flower Girl
20. Blood Sacrifice
21. Crypt (Reprise)
22. Second Letter
23. Hedvica
24. Burned at the Stake
25. Den of Iniquity
26. End to Enchantment
27. Final Letter
28. Death and Rebirth
29. Reunion
30. Crib

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Major Stars
«Mirror/Messenger»
CD/LP Drag City, € 16,50/€ 12,50

Agora de tamanho XXL e mais altos do que nunca, os Major Stars mergulham na sua segunda vida com "Mirror/Messenger". O seu novo sexteto inclui a mesma tripla de guitarras, e as vocalizações férvidas de Sandra Barrett, tal como no anterior, de 2006, "Syntoptikon", mas com mais canções do que algum álbum anterior. "Mirror/Messenger" é um assalto à música popular, com energia suficiente para fazer saltar a agulha do disco, ou o laser do CD...

Da sua sede no Massachusetts, os Major Stars têm vindo a abalar o mundo através dos seus seis álbuns editados ao longo de mais de uma década. Neste trabalho, o seu sexto, a assinatura da união de guitarras de Wayne Rogers e Kate Village (imortalizada primeiramente nos Crystalized Movements e mais tarde nos Magic Hour, com Damon Kukowski e Naomi Yang) é ainda mais acentuada por Tom Leonard, cujo anterior papel de baixista nos Major Stars garante que sabe o que faz. A voz de Sandra Barrett atribui a cada canção fortes fundações, de onde os gritos partem em direcção a frequências tenebrosas.

Se o novo som dos Major Stars é mais amplo e vívido é porque desta vez há 24 pistas de rock a inundarem-nos e a envolverem-nos com a sua possante energia. Além disso, dez anos não os cansaram ou desmotivaram, a energia continua bem presente e sem dar indícios de acalmar. O entrelaçar do psicadélico com o rock é, como sempre, uma delícia, com fins consistentes. Eles mantém o barco no seu rumo ininterrupto, com potência sufuciente de modo a que ninguém se ponha à sua frente, ou os impeça de definir o seu próprio rumo.

(11-01-2008)

1. No More
2. Half Centred Half Sane
3. Portable Freak Factory
4. My People
5. East To West
6. Can't End Today
7. Hercules
8. Mirror/Messenger

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Mountain Home
«Mountain Homer»
CD Language of Stone, € 16,50

Segundo episódio da nova editora de Greg Weeks (Espers), Mountain Home é produto da Language of Stone, uma pequena nova etiqueta distribuída pela Drag City. Não há muito a dizer sobre a L.O.S., mas se gostam de música das pessoas, feita pelas pessoas para as pessoas; se gostam do verdadeiro som dos instrumentos (incluindo um velho e estranho sintetizador); se se interessam por canções tradicionais, então vão, de certeza, gostar deste novo selo.

Nem toda a gente sonha com uma casa na montanha, o que até é bom, pois se assim fosse, não restaria esperança para aqueles que realmente precisam de uma. Claro também que muitos dos que anseiam por uma vida solitária e em contacto directo com os elementos não podem afastar-se devido às suas responsabilidades. É aí que entra um projecto como os Mountain Home. E não só eles, também os músicos, promotores, pulbicções, e entusiastas que se juntaram ao longo dos últimos dez anos para adorarem uma direcção musical que apoia uma completa reorientação cultural. Para além de ofertas tão intensamente poéticas como "The Sparrow", os Moutain Home promulgam uma visão terrena e um som orgânico capaz de injectar seiva nas veias dos habitantes das cidades e dos refugiados suburbanos por todo o mundo. Não só um belíssimo manifesto cultural, mas também uma obra prima, a segunda, após o álbum de Orion Rigel Dommisse, desta fantástica Language of Stone.

(11-01-2008)

1. Sparrow
2. Battle We Were 
3. Comes The Winter
4. Omie Wise
5. Nottamun Town

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Icarus
«Sylt»
CD Rump Recordings, € 15,95

"Sylt" é o regresso dos Icarus após um silêncio de dois anos, mas cujos intervenientes - Ollie Bown e Sam Britton - não estiveram parados, tendo colaborado em vários outros projectos.

"Sylt" foi construído a partir de dois temas improvisados - "First Inf(e)rænce" e "Second Inf(e)rænce" - criados numa performance em Toulouse em 2006. Estas gravações representam material não editado e acumulado ao longo de várias actuações ao vivo. Reflectem também o dualismo das estruturas rítmicas e harmónicas criadas pelo duo nas suas improvisações.

Para além destes temas ao vivo, "Sylt" revisita também as já conhecidas estruturas estilísticas dos Icarus, explosões de ritmos alegres ou a música concreta instrumental a que nos habituaram em discos anteriores.

”A playful masterpiece of hyperrhythmic avant beat freetronica” Audioculture.org

”Great as Always!” Fernando Corona (Murcof)

”I´ll be hearing much more of this” Evan Parker
(11-01-2008)

1. Keet
2. Rugkiks
3. First Inf(E)Rænce
4. Selfautoparent
5. Second Inf(E)Rænce
6. Jyske
7. Volks!

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Badun
«Badun»
CD/LP Rump Recordings, € 15,95/€ 19,95

Ainda que seja o seu álbum de estreia, os Badun já têm uma longa carreira sobre si. É o fruto desta experiência que vê agora a luz do dia.

O grupo faz referências aos Weather Report, Miles Davis (da era "Bitches Brew"), Flanger (Burnt Friedman e Atom Heart) bem como a artistas japoneses como Sora. Ainda assim o disco consegue mostrar que os Badun são mais do que uma amálgama de influências, sendo capazes de ter as suas próprias ideias.
Aqui encontramos espaço para reflexão, galáxias de micro-funk, e chuvas meteóricas de percussão e caos controlado, tudo interpretado de uma forma não repetitiva e relaxada. No mundo dos Badun sons tradicionais soam como sendo interpretados por insectos robóticos. Mas apesar dos seus elementos de improvisação, a música soa calma, relaxante e algo surreal - tal como indica a capa... O som leve e melancólico e o estilo formal e estrito dão um toque de sofisticação ao som, dando origem a um disco único e inesquecível.

(11-01-2008)

1. Turban
2. Pulsen
3. Kompleks
4. Mælkebøtten
5. Søvnløs
6. Fyrtårn
7. Myg
8. Print
9. Nr. 44
10. Nr. 45
11. EF10

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Vários Artistas
«An Anthology Of Noise & Electronic Music/Fifth A-Chronology 1920-2007»
2CD Sub Rosa, € 19,95

Verdadeira bíblia da música experimental, "An Anthology of Noise..." chega agora ao volume 5, e a mais um patamar desta aventura da já lendária Sub Rosa.

Pela quinta vez, a Sub Rosa voltou a ter a árdua tarefa de juntar numa só obra a história da música concreta e electrónica à da música noise. Desta vez os autores da compilação decidiram ilustrar técnicas (os movimentos e pontos de Claude Ballif), um país (o Irão de Alireza Mashayekhi), um estúdio (Helmut Lachenmann no IPEM), havendo ainda espaço para algo histórico ("Prélude" de François Bernard Mâche), e radical ("Spectrum Ripper" dos Masonna) que destruíram velhas definições e ideias. Toda esta peça compilatória teve também em consideração o internacionalismo dos intervenientes, focando também na voz - não a voz cantada ou a sua faceta tradicional na música (da pop ao lírico e ópera), mas sim na palavra, recitada, distorcida, abstracta ou desagregada.

Um vasto leque de influências e pontos de partida para um final comum e muitas vezes inconcebível. Mais uma vez uma genial peça de colecção, a juntar aos quatro anteriores volumes.
(11-01-2008)

Disco 1:
1. Rogelio Sosa - Vinylika (2003)
2. Christian Galaretta - Maranon part VI (2004)
3. Li Chin Sung aka Dickson Dee - Shame (1994-2007)
4. François-Bernard Mâche - Prélude (1959)
5. Richard Maxfield - Pastoral Symphony (1960)
6. Wolf Vostell - Elektronicher dé-collage. Happening Raum (1968)
7. Charlemagne Palestine - Seven Organism Study(1968)
8. André Boucourechliev - Texte 2 (1959)
9. Helmut Lachenmann - Scenario (1965)
10. Alireza Mashayekhi - Shur, Op.15 (1966)
11. Claude Ballif - Points, Mouvements (1962)

Disco 2:
1. Mauricio Kagel - Antithèse (1962)
2. Vladimir Mayakovsky - And would you ? (1920 restructured at the end of 30's)
3. Raoul Hausmann - fmsbw (1918 recorded in 1956-57 by Henri Chopin)
4. Gil Joseph Wolman - Mégapneumies, 24 mars 1963 (1963)
5. Léo Kupper - Electro-poème (1963/70)
6. Josef Anton Riedl - Leonce und Lena (1963)
7. Sten Hanson + Henri Chopin - Tête à tête (1973)
8. Dajuin Yao - Satisfaction of Oscillation (1997)
9. Père Ubu - Sentimental journey (1978)
10. Ground Zero - Live (1992)
11. Masonna / Yamazaki "Maso" Takushi - Spectrum Ripper (part I-II-III) (1996-97)
12. Sutcliffe Jügend - Blind Ignorance (2007)
13. Club Moral - L'enfer est intime (1985)
14. Dub Taylor - Lumière part 1 (1972)

Também disponíveis:

 

Vários Artistas
«An Anthology Of Noise & Electronic Music/First A-Chronology 1921-2001»
2CD Sub Rosa, € 19,9
5

 

Vários Artistas
«An Anthology Of Noise & Electronic Music/Second A-Chronology 1936-2003»
2CD Sub Rosa, € 19,9
5

 

Vários Artistas
«An Anthology Of Noise & Electronic Music/Third A-Chronology 1954-2004»
2CD Sub Rosa, € 19,9
5

 

Vários Artistas
«An Anthology Of Noise & Electronic Music/Fourth A-Chronology 1937-2005»
2CD Sub Rosa, € 20,50

Alireza Mashayekhi & Ata Ebtekar/Sote
«Persian Elecronic Music - Yesterday and Today 1966-2006»
2CD Sub Rosa, € 19,95

De Alireza Mashayekhi a Ata Ebtekar/Sote, o grande salto da tão desconhecida música electrónica composta no Irão desde os anos 60 até aos dias de hoje. Dois mestres iranianos trabalhando essencialmente em estruturas ancestrais de modo a criarem algo completamente novo, tendo viajado por todo o mundo para finalmente se estabelecerem no seu próprio país.

Alireza Mashayekhi nasceu em 1940 em Teerão. É um dos pioneiros da música moderna no Irão, cujas obras têm vindo a ser interpretadas não só na sua terra natal mas também em outros locais do globo. Mashayekhi acredita que os compositores devem criar a sua música em vários estilo. As suas próprias obras tendem a três direcções distintas: peças directamente inspiradas pela música iraniana, peças sem qualquer relação com a música da sua pátria, e composições multi-culturais. Por esta razão Alireza Mashayekhi é visto como um pioneiro da música de vanguarda cujas ideias e obras têm influenciado os artistas contemporâneos do Irão.

Por sua vez, Ata Ebtekar aka Sote é um compositor electrónico, artista sonoro e engenheiro de som, nascido em 1972. O seu objectivo é o de criar peças intemporais que não existem em mais lado nenhum excepto na sua mente. Sote pretende também utilizar a afinação persa Radif e as melodias da música tradicional persa na criação das composições electrónicas. É também vastamente conhecido pelas suas edições em Cd e vinil na Dielectric/RLR, Spundae e especialmente na Warp.

Esta é uma obra onde o velho e o novo se encontram, onde influências de várias origens - mas mantendo sempre a fidelidade às suas raízes culturais - se misturam dando origem a uma obra peculiar e extremamente interessante.

(11-01-2008)

Disco 1:
1. Shur, Op. 15
2. Mithra, Op. 90
3. Development 2, Op. 24
4. East-West, Op. 45
5. Chahargah 1, Op. 75
6. Panoptikum 70, Op. 27
7. Stratosphaere 1, Op. 46
8. Yaad, Op. 66

Disco 2:
1. Miniature Tone
2. Nashid
3. Saint Homayun
4. Synthetic Overture (Satan's Lullaby)
5. Micro Tuning
6. Breadth Digit (Glass Lung)
7. Robot Radif
8. Tahrir (Love-Birds Drowned in Sorrow)
9. Picture of a Whisper
10. Cry
11. Lovaz
12. Miaaz
13. Plainsong

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Ben Baruch
«The Complete Recordings 1949-50»
2CD Sub Rosa, € 19,95

Caixa que reúne todas as gravações de Yitshak Jacques Zaludkowski (Ben Baruch) publicadas em discos de 78 rotações em 1950, "Complete Recordings" pretende dar a conhecer alguns dos trabalhos daquele cantor belga de origens judaicas.
O seu reportório é diversificado, concentrando-se sempre no tema da religião judaica, e todas as suas ligações: canções religiosas em hebreu, canções Yiddish e canções sobre a criação do estado de Israel. Não se tratando de um compositor largamente conhecido, não deixa de ser uma peça documental sobra a música lírica judaica.

(11-01-2008)

Diso 1:
1. Zol Noch Sain Schabbes [Zol Nokh Zayn Shabbes]
2. Dos Lempl
3. Rouah [Ruah]
4. Molé Rakhamim [Eyl Mole Rahamim[
5. Shalom
6. Arzenu [Artseynu]
7. Kol Nidrey
8. Kaddish
9. Kaddish Fin Barditshev
10. Eli Eli
11. Wie Ahin Soll Ich Gehn [Vu Ahin Zol Ikh Geyn]
12. S'wet Geschehn [Es Vet Gesheyn]

Disco 2:
1. Zohreynu Lehayim
2. Zechor [Zahor]
3. Yehi Rotzon [Yehi Rotson]
4. Shabbes Beim Shalosh Sudos [Shabes Baym Shalesh-Shudes]
5. Elou Devorim [Elu DeVorim]
6. Menashe
7. Veoulai [Veulay]
8. Bearvot Haneguev
9. Oifn Pripetshik [Oyfn Pripetshik]
10. Kinderyorn
11. Fartzweiflung [Fartsveyflung]
12. Haben Yakir

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Bokar Rimpoche
«Sacred Chants and Tibetan Rituals from the Monastery of Mirik»
CD Sub Rosa, € 15,95

Conhecido pelo Grande Mestre do Budismo Tibetano, Bokar Rimpoche (1940-2004) dedicou a sua vida à meditação. Fugido do Tibete em 59, viveu no exílio, isolado num pequeno mosteiro nas montanhas. O filho espiritual de Kalou Rimpoché, um parente do próprio Dalai Lama e Mestre de Meditação do 17º Karmapa, Bokar Rimpoche foi o seu herdeiro e representante do conhecimento ancestral (da linha Kagyü) transmitido de geração em geração e possuindo a sabedoria que ainda hoje nos ilumina.

Estas gravações fazem parte da banda sonora do filme de Guy Maezelle "Bokar Rimpoche: Maître de méditation" e incluem cânticos sagrados gravadas por Bokar Rimpoche e música do Mosteiro de Mirik, situado no nordeste da Índia, entre o Butão e o Nepal.

(11-01-2008)

1. Mountain Soundscape (Facing Mount Everest)
2. Taking Refuge - Lama Tcheupel
3. Hundred Thousand Songs Of Milarepa
4. Calling The Lama From Afar - Bokar Rimpoche & Ynagsi Kalou Rimpoche/Khempo Donyeu Rimpoc he/Lama Tcheupel
5. In Tibetan Bowls
6. Tsok Offering - Lama Tcheupel
7. Teachings On Meditation (1)
8. Teachings On Meditation
9. Praise Mantra For Milarepa
10. Dedication Of The Mahamudra Meditation
11. Mahakala Ceremony
12. Teachings On Meditation
13. River In The Mirik Forest

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Vários Artistas
«Dr. Boogie Presents Rarities From The Bob Hite Vaults»
CD/LP Sub Rosa, € 15,95

Este é o primeiro volume de uma colecção dedicada a gravações raras e entretanto perdidas desde os anos 20 aos anos 60.

Os temas presentes neste disco tiveram origem nos fabulosos arquivos de álbuns de 78 rotações de Bob Hite, o fundador dos Canned Heat. Uma colecção histórica que ajudou a preservar nomes e canções do passado que nunca teriam chegado aos dias de hoje se tal entusiasmo não existisse.

Ao longo da sua carreira, Bob Hite teve por hábito guardar itens extraordinários, muito por causa do sucesso dos álbuns de 33 rotações, que no passado substituíram os de 78. Comprou discos por todo o mundo, expandindo a sua colecção. Após a sua morte, este fabuloso arquivo desapareceu, parcialmente vendido, destruído ou abandonado. Agora, após inúmeras pesquisas, foi possível recuperar parte do espólio, e assim dar origem a esta série que promete preservar devidamente, e para as gerações futuras, uma parte muito importante da cultura ocidental do século XX.
(11-01-2008)

1. Pete Johnson - Death Ray Boogie
2. Rene Googie - Wiggle Tail
3. Chuck Higgins - Itch
4. Johnny Otis - Got Me Cryin'
5. Bill Haley - Birth Of The Boogie
6. Clarence 'Gatemouth' Brown - Taking My Chances
7. Otis Rush - Jump Sister Bessie
8. Etta James - Good Rocking Daddy
9. Mad Mel Sebastian - Pachuca Hop
10. Eddi Hope - Fool No More
11. Hot Shots - Blue Nights
12. Earl King - Eating And Sleeping
13. Eddie Hope - Lost Child
14. Elmore James - Some Kinda Feeling
15. Elmore James - Please Find My Baby
16. Elmore James - Country Boogie
17. Elmore James - She Just Won't Do Right
18. Elmore James - Baby What's Wrong
19. Elmore James - Sinful Woman

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The Red Krayola with Art & Language
«Sighs Trapped By Liars»
CD Drag City, € 16,50

God Bless the Red Crayola and All Who Have Been Sailing With Them and All Those Melodies You Just Can’t Hum…

Longa já vai a história dos Red Krayola (ou Red Crayola), iniciadas que foram as edições em 1966, hoje são considerados a banda “underground” mais antiga do planeta, liderada desde sempre pelo incontornável Mayo Thompson, mas com muitas mudanças de formação ao longo da carreira e desde os anos 90 com o apoio das grandes individualidades de Chicago – John McEntire e Tom Watson.
“Sighs Trapped By Liars” é o décimo disco com o selo Drag City e a terceira colaboração com o colectivo artístico-conceptual Art & Language (a primeira colaboração remonta a 1976). Produzido também pela Drag City, duas vozes femininas marcam presença - Elisa Randazzano e Sandy Yang – e os instrumentos a cargo de John McEntire, Jim O´Rourke, Tom Watson e Mayo Thompson. São 13 faixas de formato (quase) canção-folk, melodias (quase) “amelódicas” e letras desconcertantes, irónicas e subjectivas (da responsabilidade do colectivo Art & Language)
“He can’t find his pants in the dark that deceives. Sharp claws shred and scratch; fuck the fucking cat” .
Na encruzilhada entre a arte popular e a arte conceptual.
(21-12-2007)

1. Fairest Of All
2. Jumping Through The Mirror
3. Laughing At The Foot
4. Of The Cross
5. Il Ne Reste Qu'a Chanter
6. Hoster
7. Jerry Fodor's Story
8. Big Vacation
9. Four Stars The Ideal Crew
10. Igor Zabel's Song
11. Pest
12. Perfection
13. Forty Thousand Words
14. On A Chair
15. Sighs Trapped By Liars

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Sir Richard Bishop
«Polytheistic Fragments»
CD/LP Drag City, € 16,50/€ 12,50

Rick Bishop está no outro lado. A sua guitarra não chora baixinho (*) antes sangra com violência. No piano os acordes, mais sincopados, reivindicam Feldman ou mesmo Cage.
O «fingerpicking» de John Fahey deixou de fazer sentido e as influências da música cigana de Django Reinhard passaram à história. O rock dos míticos Sun City Girls faz agora parte do seu CV, para efeitos de «fundo de desemprego». Nada disso se torna necessário para a valorização de «Polytheistic Fragments» - um disco a adquirir para quem ainda vive, respira e gosta de ouvir músicas enquanto procura um outro lado.

Sugestões iniciais: "Cemetery Games" e "Saraswati".

(*) alusão ao clássico «While my Guitar Gently Weeps» de George Harrison.
(21-12-2007)

1. Cross My Palm With Silver
2. Hecate's Dream
3. Elysium Number Five
4. Rub Al Khali
5. Free Masonic Guitar
6. Cemetery Games
7. Quiescent Return
8. Saraswati
9. Tennessee Porch Swing
10. Canned Goods And Firearms
11. Ecstasies In The Open Air

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Vários Artistas
«Ghosts of Christmas Past: Chantons Noël»
CD LTM, € 15,95

No seguimento das reedições do catálogo da etiqueta belga Les Disques du Crépuscule, surge agora em versão remasterizada a compilação lançada originalmente em 1981 "Ghosts of Christmas Past: Chantons Noël". Ainda que seja um disco indicado para a época que atravessamos, "Ghosts of Christmas Past..." não é um simples disco de Natal, é sim uma livre abordagem ao tema natalício, onde não faltam os clássicos - o medley dos Aztec Camera é exemplar -, mas onde alguns dos artistas se debruçaram por outros temas, inclusivamente improvisações feitas em tempo real, sem qualquer ensaio. De um extremo ao outro, de Nyman a Haig ou dos Aztec Camera aos Durutti Column, os artistas interpretaram neste clássico disco algo mais do que puros temas de Natal, e é isso que valoriza estas gravações indisponíveis em qualquer outro disco.
(21-12-2007)

1. Aztec Camera - Hot Club Of Christ
2. The Names - Tokyo Twilight
3. Paul Haig - Christiania
4. The Swinging Buildings - Praying For A Cheaper Christmas
5. White Birds - Possessed By The Stars
6. The Durutti Column - One Christmas For Your Thoughts
7. Tuxedomoon - Weinachts Rap
8. Simon Topping - Peep Show International
9. Thick Pigeon - Silhouettes
10. Michael Nyman - Cream Or Christians
11. Magazzini Criminali - Honolulu 25 Dicembre 1990
12. The French Impressionists - Santa Baby
13. The Pale Fountains - Benoît's Christmas
14. Antena - Noëlle À Hawaï
15. Winston Tong - The Twelve Days Of Christmas
16. Hillcrest Club - Breakfast At Christmas
17. The Arcadians - Write Your Letter
18. Mikado - Message De Noël
19. Paul Haig - Scottish Christmas
20. The Durutti Column - Snowflakes

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Vários Artistas
«The Fruit of The Original Sin»
2CD LTM, € 18,50

Ainda no campo das reedições, outra compilação clássica do também clássico catálogo da Les Disques du Crépuscule. Editado originalmente em 1981, "The Fruit of The Original Sin" é uma colecção de temas originais de artistas tão distintos como Richard Jobson, Virginia Astley, Arthur Russell, Paul Haig, Wim Mertens ou Vini Reilly (Durutti column). Do avant-garde à new wave, bem como alguns artistas também da Factory, "The Fruit...", nesta sua nova versão remasterizada, inclui mais 8 temas: velhos singles perdidos de Paul Haig ("Soon" e "Summertime" dos Rhythm of Life),  duas peças do aclamado artista nova iorquino Lawrence Weiner, e ainda temas raros dos The Lost Jockey, o ensemble modernista onde se inclui o famoso compositor Andrew Poppy. Mais uma peça fundamental da nova música do início dos anos 80.
(21-12-2007)

Disco 1:
1. Peter Gordon - The Fruit Of The Original Sin
2. The French Impressionists - My Guardian Angel/Boo Boo's Gone Mambo
3. The Durutti Column - The Eye And The Hand
4. Wim Merten- Multiple 12
5. Cécile Bruynoghe - Clair De Lune
6. Marine - A Man & A Woman
7. Paul Haig - Mad Horses
8. Marine - Animal In My Head
9. 323 - Affectionate Silence
10. Swamp Children - Flesh
11. Dna - Taking Kid To School / Cop Buys A Donut / Delivering The Goods
12. Lawrence Weiner & Peter Gordon - Deutsche Angst
13. The Durutti Column - Weakness & Fever
14. Rhythm Of Life Summertime
15. The Lost Jockey - Matters Of Theory 

Disco 2:
1. Rhine River III - An End Remains
2. Richard Jobson & Virginia Astley - The Happiness Of Lonely
3. Marguerite Duras - Interview
4. Richard Jobson - India Song
5. The Names - Music For Someone
6. Thick Pigeon - Sudan
7. The Durutti Column - Party
8. Arthur Russell - Sketch For Face Of Helen
9. The Durutti Column - Experiment In Fifth
10. Winston Tong - The Next Best Thing To Death
11. William S. Burroughs - Twilight's Last Gleaming
12. Cécile Bruynoghe - Gymnopédie No 1
13. Rhine River III - Departures
14. Rhythm Of Life - Soon
15. Lawrence Weiner - Where It Came From 

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Lindstrøm
«The Contemporary Fix EP»
CDEP Smalltown Supersound, € 9,95

Após o aclamado álbum “A Feedelity Affair”, que havia compilado os seus famosos máxis na Feedelity, Lindstrøm regressa agora com este EP com três novas versões de "The Contemporary Fix". Incluindo também a versão original do álbum, podemos encontrar aqui uma nova versão feita pelo próprio Lindstrøm, uma remistura de Eye, membro dos nipónicos Boredoms e a fechar uma genial reconstrução de Bjørn Torske, um dos mais inovadores produtores noruegueses da actualidade. Pela primeira vez os dois mais talentosos personagens musicais noruegueses da actualidade juntos num só disco. Imprescindível!

A capa do EP é da autoria do também genial Kim Hiorthøy.
(21-12-2007)

1. The Contemporary Fix
2. The Contemporary Fix (Serious Syntoms Version)

3. The Contemporary Fix (Eye Remix)

4. The Contemporary Fix (Bjørn Torske Remix)

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Também disponível:

Lindstrøm
«It's a Feedelity Affair»
CD Smalltown Supersound, € 16,50

 

Tussle
«Warning EP»
CDEP Smalltown Supersound, € 9,95

A fazer parceria com o EP de Lindstrøm, também o projecto americano Tussle regressa quase um ano depois da edição de "Telescope Mind". Também aqui é reinterpretado e remisturado o tema "Warning", e vale a pena salientar o fantástico trabalho não só dos Hot Chip, mas também de JD Twitch dos Optimo, da dupla escandinava Kango & Torkill, e de Dennis Young (Liquid Liquid). Uma óptima adenda ao excelente álbum de Janeiro de 2007.
(21-12-2007)

1. Warning (Album Version)
2. Flicker 33.3 (Hot Chip Remix)
3. JD Twitch's Optimo Fuckhead Mix
4. Warning (Kango & Torkill Mix)
5. Elephants (Remix By Dennis Young)

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Também disponíveis:

Tussle
«Kling Klang»
CD Smalltown Supersound, € 16,50

Tussle
«Telescope Mind»
CD Smalltown Supersound, € 16,50

 

The Durutti Column
«Fidelity»
«Circuses and Bread»
CD's LTM, € 15,95 cada

Fazendo parte de uma série de quatro CD's a serem reeditados pela LTM, eis que surgem já estes dois títulos para aguçar o apetite.

Em 1986 saíu pela primeira vez "Circuses and Bread" na Factory, que mais tarde viria a ser reeditado sob o nome (e com uma capa diferente) "Bread and circuses". Só quase vinte anos depois é que volta aos escaparates a versão genuína em CD deste lendário álbum do projecto de Vini Reilly, e agora com nove temas extra que haviam ficado esquecidos no tempo. Grandes singles como "Pauline" ou "Tomorrow" voltam a ver a luz do dia, numa edição de luxo e que não deve ser ignorada.
"Fidelity", disco dez anos depois de "Circuses..." é já uma nova fase dos Durutti column, uma fase onde a electrónica já tem uma presença forte. Não será talvez o mais feliz dos álbuns da longa discografia de Reilly, mas é um documento que mostra a sua capacidade em se adaptar aos novos tempos de então. Numa vertente mais techno pop, mas não fugindo às melodias que o tornaram famoso, Vini Reilly consegue conjugar o som da sua guitarra com as ambiências electrónicas. Nesta versão remasterizada foi incluído um novo tema nunca antes editado - "My Only Love".
(21-12-2007)

"Circuses and Bread":
1. Pauline
2. Tomorrow
3. Dance II
4. Hilary
5. Street Fight
6. Royal Infirmary
7. Black Horses
8. Dance I
9. Blind Elevator Girl
10. All That Love And Maths Can Do
11. I Can Get Along Without You Very Well
12. Verbier (For Patti)
13. Aftermath
14. Silence
15. Cocktail
16. Telephone Call
17. Mirror A
18. Mirror B

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"Fidelity":
1. Fidelity
2. For Suzanne
3. Future Perfect
4. Abstract Of Expression
5. G & T
6. Remember Me
7. Sanko
8. Grace
9. Guitar For Mother
10. Storm For Steve
11. My Only Love

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Section 25
«Part-Primitiv»
CD LTM, € 15,95

Novo álbum de estúdio de um dos grupos de culto do pós-punk que anteriormente haviam gravados quatro álbuns para a Factory de Manchester.
Extintos em 1988, os membros originais do projecto - Larry (baixo/voz), Vin (bateria) e Jenny Cassidy (teclado/voz) reuniram-se em 2001, tendo-se juntado a eles Ian Butterworth (ex-Tunnelvision) e o multi-instrumentista e engenheiro de som Roger Wikeley. Ainda que o trabalho num novo álbum tenha sido interrompido pela morte de Jenny Cassidy em Novembro de 2004, o grupo recomeçou a tocar ao vivo em Maio de 2006, tendo até hoje actuado em locais como Paris, Bruxelas, Roma, Atenas, Dublin, Londres e Poulton.
"Part-Primitiv" foi produzido pela banda no estúdio West Orange, em Preston, em 2007. Como o título sugere, este novo trabalho combina o poder cru do pós-punk e a electrónica retro-futurista, incluindo mesmo dois temas ainda interpretados pelo malogrado Jenny.
(21-12-2007)

1. Winterland I
2. Can't Let Go
3. Poppy Fields
4. She's So Pretty
5. Dream
6. Power Base
7. Roma
8. Better Make Your Mind Up
9. Gene
10. Cry
11. Ludus Cantus
12. Nick
13. Winterland II

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Também disponíveis:

Section 25
«Always Now»
CD LTM, € 15,95
Section 25
«From The Hip»
CD LTM, € 15,95
Section 25
«From The Hip - In The Flesh (Live)»
CD LTM, € 15,95
Section 25
«The Key of Dreams»
CD LTM, € 15,95

 

Section 25
«Communicants»
DVD LTM, € 19,95

"Communicants" é a filmagem realizada por inúmeras câmaras do concerto de regresso dos Section 25, que ocorreu no Blackpool Empress Ballroom em Outubro de 2006 (na primeira parte dos New Order). Inclui todos os 8 temas interpretados naquela sala, bem como outros gravados em várias cidades europeias por onde o grupo actuou. O DVD de 70 minutos também inclui entrevistas com Larry e Vin, e material gravado na estrada.
(21-12-2007)

1. Up To You
2. Friendly Fires
3. Be Brave
4. Wretch
5. New Horizon
6. Gene
7. Can't Let Go
8. Looking From A Hilltop
9. Hit
10. Dirty Disco
11. Wretch
12. New Horizon
13. Be Brave
14. Friendly Fires
15. Looking From A Hilltop
16. Interviews

Também disponível:

Section 25
«So Far - An Audiovisual History 1980-85»
DVD LTM, € 19,95

 

Gnac
«The Arrival of The Fog»
CD LTM, € 15,95

Este é o quinto álbum de estúdio do projecto Gnac, da autoria de Mark Tranmer, a outra metade dos Montgolfier Brothers. O álbum centra-se em dez novas peças instrumentais gravadas em Tóquio, Osaka, Wollongong e Hebden Bridge entre Outubro de 2006 e Maio de 2007. Ao invés de discos anteriores, "The Arrival of The Fog" possui uma estrutura bem mais rica a nível instrumental, não só com o piano a marcar presença mas também instrumentos de cordas, e alguma tímida electrónica. Esta riqueza instrumental dá origem a melodias fílmicas, com uma forte característica melancólica, por vezes influenciadas por ilustres como os compositores de bandas sonoras John Barry e François de Roubaix, por outras por Vini Reilly ou Georges Delerue. 
(21-12-2007)

1. Arrival Of The Fog
2. Nautical Episodes
3. Japanese Fiction
4. Vetchinsky Backdrop
5. Vertical Features
6. Horizontal Happiness
7. Winter Circus
8. What To Make Of Jagged Graphs
9. Examples Of Bad Driving
10. Cliques And Clusters
11. Bright Days In Winter
12. Winter Blanket

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Ouros títulos disponíveis:

Gnac
«Sevens»
CD LTM, € 15,95

Gnac
«Biscuit Barrel Fashion»
CD Poptones, € 12,50

Gnac
«Twelve Sidelong Glances»
CD LTM, € 15,95

 

Severed Heads
«ComMerz 1982-2006»
2
CD LTM, € 18,50

"ComMerz" é a derradeira compilação da carreira dos australianos Severed Heads. Compilada e masterizada pelo próprio Tom Ellard, inclui os grandes hits como "Petrol", "Dead Eyes Opened", "Greater Reward" e "All Saint's Day", bem como outros ilustres como "Goodbye Tonsils", "Hot With Fleas" e "Big Car".
Segundo Ellard: "Esta é uma verdadeira caixinha de chocolates, que inclui os nossos frutos secos familiares, com recheio cremoso. Alguns bombons mais rijos poderão ficar colados às vossas dentaduras, mas acreditamos que o prazer estará acima do mastigar suplementar..."
Caracterizados por um som electro-pop, os Severed Heads sempre nos agradaram com as suas melodias atraentes e até cómicas, mas frequentemente surpreenderam-nos com outras peças mais sérias e tensas,e por isso nunca sabíamos o que nos aguardava. Foram um projecto marcante da cena australiana do início dos anos 80, e por isso merecem o nosso respeito total.
(21-12-2007)

Disco 1:
1. Dead Eyes Opened
2. Adolf A Karrot
3. Million Angels
4. Goodbye Tonsils
5. Bless The House
6. Now An Explosive New Movie
7. Halo
8. Petrol
9. Mambo Fist Miasma
10. Blast Patter
11. 20DD
12. Hot With Fleas
13. Nature Ten
14. Canine

Disco 2:
1. Greater Reward
2. All Saints Day
3. Big Car Retread
4. Pilot In Hell
5. Twister
6. Heart Of The Party
7. Snow
8. Choose Evil
9. Sevs In Space
10. Pinagoal Hank
11. Oblique Firefly Overlocker
12. Kittenette
13. Pilots Hate You
14. We Choose Moon
15. Bigfoot
16. Snuck

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Também disponível:

Severed Heads
«Viva! Heads!»
CD LTM, € 15,95

 

Virna Lindt
«Shiver»
«Play/Record»
CD's LTM, € 15,95 cada

Editado pela Compact Organisation em 1983, "Shiver" foi o álbum de estreia da sofisticada diva pop sueca Virna Lindt. Escrito e produzido pela própria acompanhada de Tot Taylor, este aclamado álbum oferece 13 temas de influência pop chique, música concreta e de bandas sonoras de filmes de espionagem dos anos 60, incluindo os singles "Attention Stockholm" e "I Experienced Love". Remasterizado digitalmente a partir das fitas originais, soa bem mais imaculado do que antes. "Shiver" inclui ainda 3 temas bónus, incluindo a versão de "Windmills of Your Mind", original de Michel Legrand para a banda sonora de "Thomas Brown Affair".
"Play/Record" foi o segundo disco de Virna Lindt, editado em 1985. O conteúdo permanece similar ao álbum de estreia, talvez com uma maior diversidade instrumental, mas desta vez, devido a ter sido gravado em Londres, reflecte mais outros temas mundanos, como o caso de uma rapariga que odeia o vermelho, os efeitos dos media nas pessoas, e outras caracterísisticas da sua nova vida naquela cidade. Remasterizado por Tot Taylor, "Play/Record" continua com um som imaculado e límpido, onde a voz de Virna marca presença e fortalece toda a estrutura.
Logo após a edição deste segundo disco Virna Lindt deixou a música para sempre, deixando o mundo mais pobre...
(21-12-2007)

"Shiver":
1. Add It Up
2. Whistle Wind
3. My Hometown
4. Burn
5. Crack-Up
6. Festivo
7. Under the Stars
8. Wild Strawberries
9. Any Colour But Red
10. Whistle Wind (Reprise)
11. Play/Record
12. My Favourite Ring

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"Play/Record":
1. Attention Stockholm
2. Shiver
3. Pillow Talk
4. Swedish Modern
5. I Beat the System
6. Dossier on Virna Lindt
7. Episode One
8. Intelligence
9. Underwater Boy
10. Letter to Sergei
11. Windmills of Your Mind
12. Groom
13. I Experienced Love

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Dawn McCarthy & Bonny Billy
«Wai Notes»
CD Drag City, € 16,50

Limitado a 10,000 cópias em todo o mundo "Wai Notes" representa as demos de Dawn McCarthy (Faun Fables) e Bonnie ‘Prince’ Billy para o álbum "The Letting Go" (que saiu na Europa através da Domino no início deste ano).

Numa embalagem muito especial “Wai Songs” é uma obra artesanal em todo o sentido da palavra. Gravações feitas em condições longe de perfeitas, mas com uma pureza e simplicidade que valorizam toda a peça de uma forma genuína, Will Oldham e Dawn McCarthy não pretenderam aqui criar um novo disco para o público, pretenderam sim registar para a posteridade as suas sessões muito íntimas e produtivas. Estas sessões foram o embrião do fantástico “The Letting Go”, mas é curioso como, quase um ano após a edição do original, trazer à luz do dia as imperfeições e as improvisações é um passo arriscado mas quase natural. A limpidez cristalina de “The Letting Go” é aqui substituída pela crueza das gravações; “Wai Songs” parece quase um disco gravado no início do séc.XX, uma sessão de blues agora recuperada digitalmente mas cujo som não foi possível filtrar de modo a soar bonito e agradável, e é essa crueza que se torna tão atraente e fulcral mesmo…
Sem dúvida alguma uma obra obrigatória!!!

"In any case the uncompromising physicality and intimacy of the material here makes for a wonderful listening experience. Very highly recommended." Boomkat


Algumas críticas que saíram na imprensa sobre “The Letting Go”:

"Moody and introspective guitar ballads are often transformed through the delicate use of a string quartet, with flugelhorn or electric piano matched alongside the violins, viola and cello. And then there's the final, perhaps most important, addition to his musical lineup, the delicate vocal work from Dawn McCarthy of Faun Fables, who either echoes his gently intense, introspective vocals in a higher octave, or adds her own atmospheric embellishments, as on the sparse title track, which features just acoustic guitar and the two voices, and has the sturdy, gently chilling appeal of a great folk song." Robin Denslow in The Guardian

"But there's a revelation in this tender recording: the devastating prescence of Faun Fables' Dawn McCarthy. Her voice trails and caresses Oldham's every motion like strings, the wind, memories, echoes, lives lost and found. Her bearing on the essence of 'The Letting Go' is glorious, her defiant harmonies convey both bruising intimacy (Lay Here and Love You) and bruised desolation (Then the Letting Go). Crucially, they signify a shift in Oldham's definitions of love: someone is singing these words back at him, as he reaches out- (not) letting go." Nicola Meighan in Play Louder

E a opinião de alguns artistas!

"McCarthy is the perfect vessel for a Gothic Folk tradition" UNCUT

“Whether recording as Bonnie 'Prince' Billy, Palace Brothers or just plain Palace, WILL OLDHAM, is one of the most enigmatic, brilliant songwriters in America.” UNCUT

“Old Testament troubadour or a Dylan for the digital age? WILL OLDHAM is one of the most perplexing, enigmatic and inspired figures in modern American music.” MOJO
(17-12-2007)


1. Then The Letting Go
2. Strange Form Of Life
3. Lay And Love
4. God Is Love
5. The Signifying Wolf
6. The Seedling
7. I Called You Back
8. Wai
9. Cursed Sleep
10. God’s Small Song

 

Joy Division
«Limited Edition Vinyl Box Set»
Caixa 4LP, London Records € 215,00

Caixa de luxo de edição limitada a 3000 cópias incluindo os três clássicos álbuns da lendária banda de Ian Curtis em vinil de 180g - "Unknown Pleasure", "Closer" e "Still" (este um duplo LP). Ao contrário do anunciado nalgumas lojas online, esta caixa inclui os discos originais remasterizados, mas as capas limitam-se a envelopes sem quaisquer grafismos ou textos. Trata-se, no entanto, de uma belíssima peça de colecção criada pelo próprio Peter Saville.
(07-12-2007)

 

Joy Division
«Unknown Pleasures (180g Remaster)»
LP Rhino, € 19,50

Lado 1:
1. Disorder
2. Day Of The Lords
3. Candidate
4. Insight
5. New Dawn Fades

Lado 2:
1. She's Lost Control
2. Shadow Play
3. Wilderness
4. Interzone
5. I
Remember Nothing

Joy Division
«Closer (180g Remaster)»
LP Rhino, € 19,50

Lado 1:
1
. Atrocity Exhibition
2. Isolation
3. Passover
4. Colony
5. Means To An End

Lado 2:
1. Heart And Soul
2. Twenty Four Hours
3. Eternal
4. Decades

Joy Division
«Still (180g Remaster)»
2LP Rhino, € 53,50

Lado 1:
1. Exercise One
2. Ice Age
3. Sound of Music
4. Glass
5. The Only Mistake

Lado 2:
1
. Walked in Line
2. The Kill
3. Something Must Break
4. Dead Souls
5. Sister Ray

Lado 3:
1
. Ceremony
2. Shadowplay
3. A means To An End
4. Passover
5. New Dawn Fades

Lado 4:
1
. Transmission
2. Disorder
3. Isolation
4. Decades
5. Digital

Tal como prometido, finalmente disponibilizamos as versões remasterizadas e editadas em vinil de 180g. Fiéis aos originais, com as capas genuinamente reproduzidas, salientamos especialmente o duplo álbum "Still", que, tal como os primeiros exemplares da versão de 1981, vem envolvido num pano e numa fita. Imprescindíveis.
(07-12-2007)

 

Sex Pistols
«Anarchy in The U.K. (Ltd.Ed.)»
7" EMI, € 6,95
Sex Pistols
«God Save The Queen (Ltd.Ed.)»
7" Virgin, € 6,95

 

 

Sex Pistols
«Pretty Vacant (Ltd.Ed.)»
7" Virgin, € 6,95
Sex Pistols
«Holidays in The Sun (Ltd.Ed.)»
7" Virgin, € 6,95

Sex Pistols
«Nevermind The Bollocks (180g)»
LP+7"+Poster Virgin, € 25,95

Mais preciosidades de há trinta anos atrás, e para celebrar o 30º aniversário da banda, também a discografia dos Sex Pistols mereceu (pela mão de John Lydon) uma atenção especial no formato de vinil. De fora ficou ainda "The Great Rock and Roll Swindle", mas calculamos que não tardará também a surgir neste formato cada vez mais popular. Os singles de 7" são cópias exactas das edições originais de 1977, e são remasterizações (analógicas e não digitais, saliente-se!) dos 4 primeiros clássicos dos Pistols. A única diferença nas capas reside no verso, já que incluem os códigos de barra obrigatórios por lei, e tal não acontecia em 77. O álbum inclui, tal como os primeiros exemplares de 77, um single de bónus denominado "Submission", e ainda um poster único. Mais uma vez, exemplares de edição extremamente limitada e que deverão ser ouvidos e - ao contrário do que Lydon afirma - "guardados num armário para mais tarde recordar".
(07-12-2007)

 

Public Image Ltd.
«Metal Box»
3x12" 4 Men With Beards, € 44,9
5

Quase 28 anos após a sua edição original, também esta caixa de metal volta a ver a luz do dia. Incluindo 3 discos no seu interior, é outra peça a preservar. Gravado pelos membros fundadores dos PiL - John Lydon, Keith Levene e Jah Wobble - ao lado de um vasto leque de bateristas, "Metal Box" foi o segundo álbum do projecto, lançado em 1979.
(07-12-2007)

Disco 1:
1. Albatross
2. Memories
3. Swan Lake (Death Disco)

Disco 2:
1. Poptones
2. Careering
3. No Birds [Do Sing]
4. Graveyard

Disco 3:
1. The Suit
2. Bad Baby
3. Socialist
4. Chant
5. Radio 4

 

Suicide
«Suicide»
2LP Blast First, € 19,95

 

Lado 1:
1. Ghost Rider
2. Rocket USA
3. Cheree
4. Johnny

Lado 2:
1. Girl
2. Frankie Teardrop
3. Che
4. Cheree (Remix)
5. I Remember
6. Keep Your Dreams

Lado 3:
1. Mr. Ray (Live at CBGB's 1978)
2. Las Vegas Man
3. 96 Tears
4. Keep Your Dreams
5. I Remembe
6. Harlem

Lado 4:
1. 23 Minutes Over Brussels

Suicide
«American Supreme»
2LP Blast First, € 19,95

 

Lado 1:
1. Televised Executions
2. Misery Train

Lado 2:
1. Swearin' To The Flag
2. Beggin' For Miracles
3. American Mean

Lado 3:
1. Wrong Decisions
2. Death Machine
3. Power Au Go-Go

Lado 4:
1. Dachau, Disney, Disco
2. Child, It's A New World
3. I Don't Know

Dois clássicos álbuns dos Suicide - "Suicide" de 1998 e "American Supreme" de 2002 - em duplo LP e ainda disponíveis em número reduzido de exemplares. Tal como outros discos da história do projecto de Alan Vega e Martin Rev, estes dois álbuns, ainda que não os melhores da sua carreira, prosseguem na criação de intensos e potentes hinos de noise electrónico, onde a voz de Vega nunca soou tão bem a exprimir a sua paranóia.
(07-12-2007)

 

The Hafler Trio
«Only The Hand That Erases Can Write The True Thing (Clear Vinyl)»
2x10" Small Voices, € 29,95
Nick Castro & The Young Elders
«A Day Without Disaster»
«A Day Without Disaster (Gold Vinyl)»
10" A Silent Place, € 15,95 (€ 29,95 - Gold Vinyl)
My Cat Is An Alien
«Different Shades of Blue»
LP A Silent Place, € 15,95
Praxinoscope (My Cat Is An Alien)
«Praxinoscope (Picture Disc)»
LP A Silent Place, € 15,95
Maurizio Bianchi & Land Use
«Tse-K»
LP Small Voices, € 15,95
Nocturnal Emissions
«Nightscapes (Blue Vinyl)»
LP Small Voices, € 15,95
Tom Carter & Vanessa Arn
«What Is Here For?»
LP A Silent Place, € 15,95
Julie´s Haircut & Sonic Boom
«N-Waves / U-Waves (White Vinyl)»
10" A Silent Place, € 15,95

Editoras de prestígio na música experimental e não só, a Small Voices e A Silent Place têm no seu já vasto catálogo verdadeiras preciosidades tanto em vinil como em CD, e todos os discos sem excepção têm um aspecto gráfico único que os valorizam não só pelo conteúdo. Desde My Cat is An Alien até The Hafler Trio, passando pelo lendário Maurizio Bianchi (MB) ou Nick Castro (este mais dentro do alt ou neo-folk, e em duas edições distintas, uma delas limitada a 100 cópias em vinil com pequenas partículas de ouro), estão aqui presentes excelentes trabalhos que mostram que a música de qualidade não vem só das grandes editoras mas também de pequenas companhias que valorizam as suas produções.
Proximamente destacaremos também as edições em CD, que tal como já dissemos, reflectem um trabalho gráfico exemplar, e em nada ficam atrás das versões em vinil.
(07-12-2007)

 

Arp
«In Light»
CD Smalltown Supersound, € 15,9
5

"In Light" é um álbum luminoso de música pulsante e quente. É música que poderá sugerir um futuro que nunca chegará. Ou, como as imagens que ilustram a capa e o livro, poderá ilustrar memórias que vão e vêm da nossa mente. Como sonhos ou momentos ricos e saturados que nos fazem perder a noção do tempo, a música de "In Light" é como velhas fotografias, velhos filmes das nossas próprias experiências e momentos importantes da vida. Chamem-lhe pop minimalista, pop cósmico, ou minimalismo cósmico. O que quiserem...

Arp é o mais recente projecto de Alexis Georgopoulos, artista de São Francisco que cresceu em França, na Grécia e nos Estados Unidos, e que foi um dos membros fundadores dos Tussle e dos The Alps.

Na Primavera de 2006, após desempenhar o papel de principal compositor em "Telescope Mind" dos Tussle, Alexis deixou o projecto. Logo a seguir o crítico da Artforum e organizador artístico da White Columns Matthew Higgs convidou-o para fazer parte de uma exposição na New Langton Center for the Arts. Tentando fazer algo original, Alexis abandonou o baixo e a percussão e aventurou-se na improvisação com sintetizadores analógicos, piano, flauta, pedais e um velho gravador de 4 pistas. Com essas gravações enviou uma demo à Smalltown que se mostrou imediatamente interessada em editar um álbum completo.

Sinónimo do seu compromisso com a música electrónica natural (fazendo a ponte entre o mundo natural e electrónico), a quase totalidade de "In Light" foi gravado ao vivo, sem interrupções e montagens. Este gesto foi realizado com o intuito de recuperar muito do natural que se perdeu na música electrónica de hoje. O resultado, muito dele utilizado na exposição em colaboração com o arquitecto Kyu Che, é um mundo vívido encantado de psicadelismo altivo que toca em vários pontos do seu interesse, desde as explorações étnicas de Alice Coltrane ao lado cósmico da Alemanha dos anos 70. Da música de bandas sonoras ao minimalismo do séc. XX.

Podemos detectar vestígios - no elegante “St Tropez” por exemplo - dos velhos Cluster ou Ralf & Florian. Nos propulsivos arpeggios de “Premonition of The Sculptor Steiner” encontramos a influência do tão esquecido futurista italiano Franco Battiato ou Takehisa Kosugi dos Taj Mahal Travellers. "Potentialities” recorda o pulsar dos Harmonia bem como o transe hipnótico de Terry Riley. “Fireflies On The Water” remete para o mundo instrumental dos álbuns rock de Brian Eno. Tocando em todas estas influências, "In Light" é uma luz original e extremamente interessante, mostrando sensibilidade e visão.

Este álbum será seguido por um single de 12" com remisturas de Panda Bear e dos mestres do kraut Cluster. Os Arp fizeram também, muito recentemente, uma mistura para Lindstrøm (a surgir num 12" na sua etiqueta Feedelity) e Charlotte Gainsbourg (a sair na Vice Records).

(29-11-2007)

1. St. Tropez
2. Potentialities
3. Rising Sun
4. Fireflies On The Water
5. Premonition Of The Sculptor Steiner
6. Odyssey
7. Potentialities 2

Clique aqui para escutar excertos de todos os temas

 

Kim Hiorthøy
«My Last Day»
CD Smalltown Supersound, € 15,9
5

Segundo álbum de originais, depois do aclamado "Hei" de 2002, "My Last Day" não significa que Kim Hiorthøy tenha estado parado entretanto, tendo lançado vários discos de lados B, EP's, álbuns ao vivo e gravações de ambientes. Tem também actuado pela Europa, Estados Unidos e Japão com frequência.

Extraordinariamente talentoso e expressivo, Kim Hiorthøy opera em inúmeras áreas para além da música. Como designer gráfico é responsável por todo o grafismo da também norueguesa Rune Grammofon (tendo inclusivamente filmado e realizado o maravilhoso DVD "7" dos Supersilent). É também artista plástico (vejam em www.standardoslo.no) e escritor.

Residente em Berlim e Oslo, trabalhou neste novo álbum durante alguns anos, devido ao seu tempo extremamente ocupado com outras actividades. A maior parte foi gravada em Berlim, e comparado com "Hei", "My Last Day" é menos fragmentado e mais musical e melódico, sempre com o seu som característico. Por vezes inclui na sua música sons mais orgânicos e mesmo folk, tanto assim que a revista XLR8R reconheceu-o como uma das mais importantes personagens da nova música folk electrónica, a par de Herbert, Matmos e Four Tet. Kim vai buscar inspiração ao folk, ao jazz (os seus sets ao vivo têm sido com o virtuoso percussionista free-jazz Paal Nilssen-Love), electrónica lo-fi, acid, hip-hop, gravações de ambientes e samples. Toda a sua música é criada com um sampler MPC, o instrumento original do hip-hop, o que leva a que as suas actuações ao vivo sejam bem mais interessantes e físicas, evitando o vulgar espectáculo com um laptop, a que normalmente assistimos com outros artistas da electrónica.

Em “My Last Day” Kim Hiorthøy continua a criar excelente música pop electrónica no seu particular e muito próprio estilo.

(29-11-2007)

1. I Thought We Could Eat Friends
2. Beats Mistake
3. Skuggan
4. Album
5. Same Old Shit
6. Den Långa Berättelsen Om Stov Och Vatten
7. Alt Går Så Langsomt
8. Goodbye To Song
9. Wind Of Failure
10. Hon Var Otydlig, Som En Gas
11. I'm This I'm That

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Vários Artistas
«The Portable Supersound»
CD Smalltown Supersound, € 8,9
5

Compilação de preço reduzido da Smalltown Supersound, "The Portable Supersound" faz um apanhado do último ano de vida da editora. Incluindo temas de ilustres como Lindstrøm ou Bjørn Torske, é também uma abordagem ao futuro próximo, já que abre-nos o apetite para novos de Horntveth e Diskjokke (com álbum novo na STSS em início de 2008) que aí vêm. A peça dos Mental Overdrive será lançada em breve na etiqueta de Prins Thomas Full Pupp (e na DAFbroad nos Estados Unidos).

Não sendo um disco imprescindível, é sem dúvida uma óptima peça para quem quer conhecer a nova vaga musical que vem do norte da Europa. E a um preço bem acessível...
(29-11-2007)

1. Arp - St Tropez
2. 120 Days - Come Out Come Down
3. Tussle - Warning
4. Sunburned Hand Of The Man - Half Under
5. Mental Overdrive - Spooks
6. Lindstrøm - Contemporary Fix
7. Diskjokke - Dinner That Never Happened
8. The Lift Boys aka EYE - Anarchy Way
9. Bjørn Torske - Hatten Passer
10. Toy - Don't Be
11. Lars Horntveth - Tics (Four Tet Remix)

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Lasse Marhaug
«Alive - Live Recordings 1998-2006»
CD Smalltown Superjazzz, € 15,9
5

That´s Noise Folks!

"Alive – Recordings 1998-2006" é uma compilação/antologia do trabalho a solo do mago do Noise escandinavo Lasse Marhaug (Guitarra, Tapes, Powerbooks G3/G4, Electrónica, Objectos e Voz). Doze faixas gravadas nos mais variados suportes – cassete, minidisc, harddisc, camera e DAT, ao longo de 9 anos de carreira, em várias cidades do chamado mundo-ocidental – EUA, Canadá e Europa.

O som é cru, puro e duro, personalizado, sem concessões e sem remisturas. Editado pela Smalltown Superjazz (provavelmente para apresentação a novos públicos…). Estala e estiola, "That´s Noise Folks"!

(29-11-2007)

1. Alarmed And Distressed Duckling
2. Sinus Shakedown
3. Bergen Anal Dynamite
4. Bottle Woodcarver
5. The True Flamingo
6. A Pair Of Spools To Make You Dance
7. No Sleep 'Til Haugesund
8. New York Is Now
9. Soya Across The Street
10. Lowest Bloodsugar Ever
11. To Whom Who Keeps A Record
12. Schwitter's Pistol Support

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Two Bands and a Legend
«I See You EP»
CDEP Smalltown Superjazzz, € 9,9
5

Três temas que não couberam no excelente álbum do início deste ano dos Two Bands and a Legend (Cato Salsa Experience + The Thing + Joe McPhee) vêem agora a luz do dia, tarde sim, mas mais vale tarde que nunca, pois são três excelentes interpretações de faixas históricas - "I See You Baby", popularizado pelos Groove Armada em 1999, e aqui cantado pelo lendário Joe McPhee; "Nation Time", original do próprio McPhee, e o histórico hino de 1970 dos Black Panther; e para fechar a preciosidade "Our Prayer", original de Donald Ayler, irmão mais novo de Albert Ayler.
Com quase 30 minutos de duração (13 minutos de "I See You Baby" memoráveis), é um EP que vale bem a pena juntar ao álbum homónimo e ao EP de estreia deste projecto - "Sounds Like a Sandwich", da Cato Salsa Experience and The Thing with Joe McPhee. Imprescindível...

(29-11-2007)

1. I See You Baby
2. Nation Time
3. Our Prayer

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Também disponíveis:

Two Bands and a Legend
«Two Bands and a Legend»
CD Smalltown Superjazzz, € 16,
50

1. Who The Fuck (PJ Harvey)
2. The Witch (Gerry Roslie)
3. Too Much Fun (Jon Magne Riise)
4. Teklo Loo (Mats Gustafsson)
5. Louie Louie (Richard Berry)
6. You Ain`t Gonna Know Me `Cos You Think You Know Me (Mongezi Feza)
7. The Nut (Alva Melin)
8. Baby Talk (James Blood Ulmer)
9. I Can`t Find My Mind (The Cramps)

 

Cato Salsa Experience and The Thing with Joe McPhee
«Sounds Like a Sandwich»
MCD Smalltown Superjazzz, € 13,9
5

1. Sounds Like a Sandwich
2. Whole Lotta Love
3. Art Star
4. Our Prayer
5. Hardcore Mama

 

Sunburned Hand of The Man
«Fire Escape»
CD Smalltown Supersound, € 15,9
5

 "Fire Escape" é o improvável encontro entre Kieran Hebden (Fourtet) e os líderes da "New Weird America", os Sunburned Hand Of The Man, depois do primeiro ter proposto aos segundos, de quem é fã declarado, trabalhar em estúdio sobre gravações originais da banda. O resultado é uma catarse de texturas electro-pós-rock, dub, dança, free-jazz e noise, onde Hebden põe à prova a sua paixão pela arte da produção, o seu enorme ecletismo musical e a sua capacidade de definir o som de uma banda que faz gáudio em evitar definições. Não é por acaso que o baterista e fundador dos Sunburned, John Maloney, considera Hebden o maior fã que alguma vez conheceu. E também não é por acaso que este é uma das melhores encarnações de ambos os projectos envolvidos. Uma experiência imperdível por todos os que estão constantemente à procura de novas fronteiras na música. E ainda mais imperdvel pelo designer convidado a dar expressão ao disco e ao som. Nada mais nada menos que Yamatsuka Eye dos Boredoms. Em "Fire Escape" tudo é possível.
Covas Dauro in Escape From Noise

(29-11-2007)

1. Words To Live By
2. Nice Butterfly Mask
3. What Colour Is The Sky In The World You Live In
4. Parakeet Beat
5. Captain Knowhere
6. Fire Escape
7. Wind Has Ears
8. Triple Double Everyhthing
9. Raw Backwards

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Bjørn Torske
«Feil Knapp»
CD Smalltown Supersound, € 15,9
5

Com alguns meses de atraso em relação à edição internacional, "Feil Knapp", um dos grandes álbuns deste ano, chega finalmente à nossa loja.
Quando perguntaram a Prins Thomas "quem é o artista com quem gostarias de trabalhar, se tivesses oportunidade?" imediatamente respondeu "se o pudesse fazer sair da toca por um momento, gostaria de convidar Bjørn Torske...". Parece que a espera acabou, já que após 6 anos de silênciao (o seu último disco foi em “Trøbbel”, lançado na Telle. Em muitos aspectos "Feil Knapp" representa o som que se situa entre “Trøbbel”, o seminal de 1999 “Nedi Myra” editado na Ferox e o seu tema de culto underground “Søppelmann”, na Svek em 2001.

Com influências tão vastas como Count Ossie e os Residents, ou 23 Skidoo e Idjut Boys, Torske criou o seu som característico, uma mistura quente de house melancólico com avant-disco, electrónica ambiental e mesmo o dub psicadélico.

"Feil Knapp" é o regresso em grande de Torske, e uma obra-prima da nu-house, avant-disco ou o que quer que lhe queiram chamar.

"Just when you thought Bjorn Torske had fallen off the radar (his last output was the fantastic Trobbel LP on Telle a few years back) he resurfaces with three tracks that typify his lopsided take on the dancefloor” (DJ Magazine sobre 12" editado em 2006) 

“A leftfield genius” (Piccadilly Records)
(29-11-2007)

1. Hemmelig Orkester
2. Hatten Passer
3. Spelunker
4. Tur I Maskinparken
5. Loe Bar
6. Kapteinens Skjegg
7. Møljekalas
8. God Kveld
9. Ørkenrotta
10. Fembussen Hjem

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Charley Patton
«Screamin' and Hollerin' The Blues: The Worlds of Charley Patton»
CAIXA 7CD's+Livro Revenant, €132,50


Não há notícia de outro guitarrista e cantor de blues ter merecido edição tão sumptuosa: uma caixa com sete CDs, muita documentação escrita e visual (128 páginas dela!) e um livro de 112 páginas (escrito por John Fahey, o grande inovador da guitarra folk/country que enraízou o mais que pôde a sua arte na tradição e na história) explicam porque Charley Patton é uma das figuras mais seminais da música praticada no delta do Mississipi - e seminais, curiosamente, em domínios muitos distantes desta geografia musical e designadamente entre experimentalistas e improvisadores como Noel Akchoté e o português Manuel Mota. Algumas das gravações aqui recuperadas remontam aos anos 20 do século que passou e envolvem outros nomes a quem Patton esteve de alguma maneira ligado, como Walter Hawkins, Edith North Johnson, Henry Sims, Willie Brown, Son House, Louise Johnson, os Delta Big Four e Bertha Lee, além de músicos que pegaram no seu repertório da estirpe de Ma Rainey, Furry Lewis, Tommy Johnson, Howlin' Wolf, Joe Williams e Staple Singers.

Muita da música ouvida, seja sob a forma original dos blues do Delta, com uma voz e uma guitarra simplesmente, ou com vestimentas de "vaudeville jazz" e de gospel, traz consigo a marca do tempo, com camadas maiores ou menores de estática e o crepitar da agulha nos velhos discos de 78 rpm de onde foi retirada. A "patine" não é um escolho para a fruição destas preciosidades da canção negra americana, antes lhes empresta uma dimensão existencial, de coisa vivida. Com uma voz enrouquecida pelo tabaco e pelo uísque, que consumia em grandes quantidades, a forma como cantava (como se tivesse berlindes na boca, diz-se) e tocava (entre o "finger-picking" e o "slide" com uma navalha) teve descendentes directos em Howlin' Wolf, Robert Johnson e, mais recentemente, John Lee Hooker. Charley Patton também utilizava a madeira da guitarra em situações rítmicas, um processo mais tarde adoptado por quantos desenvolveram técnicas extensivas para este instrumento - ouvi-lo a fazer isto há sete décadas faz-nos crer que a vanguarda, afinal, não acrescentou muito ao que indivíduos com o génio deste já faziam.

 


 

Albert Ayler
«Holy Ghost»
Caixa 9CD+Livro, €120


Coltrane dizia que ele era o Pai, Pharoah Sanders o Filho e Ayler o Espírito Santo. É esta frase que dá o título à «boxset» de nove CDs da arte de Albert Ayler, constituída por material raro, difícil de encontrar ou nunca antes editado, compreendendo no tempo os anos de música gravada de Ayler de 1962 a 1970. Para muitos (demais), Ayler continua a ser um elemento estranho nos cânones do jazz. É olhado de soslaio pelo ruído e incorporação de elementos que nada têm que ver com códigos harmónicos e tonais convencionais à época do bop, pela «barulheira», pelos motivos melódicos de marchas europeias que utilizava em algumas das suas mais emblemáticas peças, reminiscências de passados em bandas filarmónicas enquanto criança e militar. Para outros (e ainda bem), Ayler é das figuras mais emblemáticas, livres, brilhantes e intensas da história do jazz e da da música do século XX. Ofereceu renovada liberdade formal e espiritual ao jazz, que tão eloquentemente explicou quando disse: “I’ve lived more than I can express in bop terms”. Acenou adeus ao prendimento às escalas, e alargou a improvisação a qualquer som que o seu espírito e mundo metafísico de que afirmava ser um mero veículo quisessem expressar. Mesmo desses outros, os que gostam, há alguns que o vêm como um louco, homem perturbado, mesmo que dotado do génio. Ayler foi uma criança da luz, um anjo que coabitou connosco durante demasiado pouco tempo. Que, como Sun Ra, sabia que «There Are Other Planes Of There». Há seres que são enviados à terra e cuja alma é livre demais para a ordem e razão terrenas. São seres que geram confrontos e que penam, que o mundo confunde e magoa.

Um dos aspectos que ressalta na música de Albert Ayler é a visível bondade e pureza do homem. De uma certa forma há toda uma credibilidade que não é conferida a Ayler devido a alguma da música que produziu na segunda metade da década de sessenta. Mary Parks, sua esposa na altura, terá sugerido que já que o seu marido queria canalizar energia, ideias, imagens e sentir para outros, comunicar uma mensagem de liberdade, quantos mais o ouvissem melhor seria, mas que para isso concessões teriam que ser feitas. O álbum de canções e da tentativa de ligação às modas e ao público de Ayler, «New Grass» (do qual aqui se encontram «outtakes»), permanece um caso único, do qual se rapidamente redimiu no ano seguinte com «Music Is The Healing Force Of The Universe», 1969. A morte de Ayler no ano seguinte por afogamento no nova-iorquino Rio Hudson permanece envolta em mistério, surgindo numa altura em que encontrava um ressurgimento de energia e criatividade, parecendo em paz com as coisas após anos de turbulência.

Para trás, ficou praticamente uma década de alguma da música mais livre, idiossincrática, bela e maior passível de ser conhecida. Das gravações dos primeiros anos dos sessentas ainda estacionado com o exército norte-americano na Escandinávia, tocando com músicos que, lata forma, estavam a milhas daquilo que Ayler tinha para expressar. Da sua ida para Nova Iorque onde finalmente encontrou outros criadores com quem comunicar no mesmo plano, gravando clássicos do free como «Spiritual Unity», «Live At Greenwich Village» ou «Spirits Rejoice». Da compreensão intercontinental que veio a encontrar na Europa, com numerosas actuações (e vários registos) ao vivo na parte central do continente. Até Don Cherry, Gary Peacock, Sonny Murray, Beaver Harris, Cal Cobbs, Henry Grimes, Milford Graves, Michel Samson, Roswell Rudd, Donald Ayler, Alan Silva e tantos outros que puderam ser ouvidos a tocar com Ayler, por tudo o que dele aprenderam e lhe ensinaram.

O trabalho aqui executado pela Revenant Records com o legado de Ayler é exemplar. O que não passavam de registos escritos ou boatos aparecem aqui documentados com o primor a que a editora de John Fahey sempre nos tem habituado. Se o mercado começava a já ficar cheio de gravações ao vivo do Ayler dos «mid 60s», com incontáveis versões para «Ghosts», «The Truth Is Marching In» ou «Spirits Rejoice», uma das coisas que marca o histórico lançamento de «Holy Ghost» é o quanto gloriosamente invulgares são as horas de música aqui contidas. Para além dos nomes dos músicos supramencionados, deparamo-nos com concertos e gravações com a presença de artistas como Cecil Taylor, Sam Rivers, Pharoah Sanders, Rashied Ali, Dave Burrell, Burton Greene, Muhammad Ali, Rev. Frank Wright ou Herbert Katz. «Holy Ghost» oferece-nos uma perspectiva histórica se não nova, substancialmente alargada e reinvigorada. Dos nove CDs aqui incluídos os últimos dois são reservados a entrevistas e alguns «soundbites» com Ayler e associados, gravadas em ’64, ’66 , ’70 e ’71 (esta última a Don Cherry). Numa volumosa caixa feita a partir do desenho original da Spirit Box, podemos encontramos um livro de capa dura de tecido com 208 páginas; um «flyer» de um concerto no Slug’s; a parcial reimpressão de uma «zine» dos anos 60 com textos familiares à área de acção de Ayler, bem como uma série de variada «memorabilia» Ayleriana que preferimos não desvendar por escrito, garantindo que foi escolhida com o maior tacto, sensibilidade e bom gosto.

A Revenant Records foi fundada por John Fahey e tem-se pautado no lançamento de música com um extremo cuidado no «artwork», bem como no suporte físico e estético. Tendo já lançado vários álbuns de artistas como John Fahey, a No-Neck Blues Band ou Jim O’Rourke, especializou-se na edição de caixas de artistas como Captain Beefheart, Charley Patton (pela qual recebeu um Grammy) e esta que aqui apresentamos.

 

 

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o nosso site está em modo stand-by, aguardando a versão definitiva. pedimos desculpa pela aparente falta de informação das nossas actividades, mas nem estamos inactivos, nem estamos em falta - peçam acima a mailing-list da ananana, a nossa já célebre folha informativa regular - todas as sextas-feiras via email.

por enquanto, aqui vamos tentando-vos manter a par de tudo, principalmente do que destacamos na nossa folha semanal.

Para escutar as faixas terá de ter instalado o Real Player no seu computador. Pode fazer o download clicando no logo:

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