
Angus MacLise
«Brain Damage in Oklahoma
City»
CD Siltbreeze, € 15,50
Encomendámos
o disco, e depois apercebemo-nos que no site da grande Siltbreeze o disco
acabava de esgotar. Portanto, disto não há mais - há na Ananana.
Fazia cá falta um disco de um dos mais esquecidos colegas de certos famosos
nossos amados. Angus MacLise ( 1938 - 1979 ), o génio místico da percussão que
acompanhou La Monte Young, Tony Conrad, e enfim, os Velvet Underground. Contudo,
a Siltbreeze reuniu um conjunto de peças ao vivo, registos históricos, com o
apoio do úbiquo Tony Conrad - para nos relembrar do que foi o pré-minimalismo, a
febre da descoberta das linguagens musicais do Oriente. Angus MacLise inventou o
maximum cembalum, congas de barril, foi poeta, inventou o calendário seguido por
La Monte Young para o Theater Of Eternal Music, fez colagens sonoras em fita
magnética, portou-se muito bem e morreu demasiado cedo.
É disco para ouvir como elegia ao compositor, rito fúnebre, encapsulando um
certo caminho para a iluminação.

Alasehir
«The Philosophy Of Living Fire»
LP
Siltbreeze, € 17,50
Alasehir é um dos vários projectos encabeçados
por Michael e John Gibbons dos belos Bardo Pond e também Hash Jar Tempo,
Alumbrados, Baikal, 500mg, Lsd Pond.
No terceiro disco os Alasehir voltam às longas noites de jamming entre duas
guitarras e bateria. Cada uma das três longas malhas gira em torno de uma
melodia mutante, de tonalidades lúgubres vs. júbilo contido.
As melodias providenciam o espaço para um jamming minimalista mas encorpado e
com ocasionais espasmos de distorção modulada.
Less can be more, acreditem. "The Philosophy of Living Fire" é o terceiro disco
dos Alasehir, renove-se o interesse ou apanhe-se agora o barco. Ed. limitada a
1000 cópias.
Vários
Artistas
«Cries From
The Midnight Circus – Ladbroke Grove 1967 - 78»
2CD
Castle Music, € 22,50
Uma compilação dupla a
retratar os melhores momentos da Swinging London 1968-73. Ladbroke Grove em
Londres seria o equivalente a Haight Ashbury em São Francisco ou a Greenwich
Village em Nova York; como tal, estamos a falar dos primórdios da contracultura
britânica representada por bandas seminais, tais como: Pretty Thing, Deviants,
Pink Faries, Hawkwind e outras demais pérolas do Psicadelismo-Garage, Space-Rock,
Proto-Stoner e experimentalismos criativos de Terras-de-sua-Majestade.
Para verdadeiros amantes
dos bons momentos da história do Rock – Imprescindível.
Disco: 1 -
1. Defecting Glory - The Pretty Things 2. Midsummer
Night's Dream - Sam Gopal 3. I'm Coming Home - The Deviants 4. Revolution -
Tomorrow 5. Children Of The Sun - The Misunderstood 6. House Without Windows -
Mighty Baby 7. Notting Hill Gate - Quintessence 8. Ten Thousand Words In A
Cardboard Box - Twink 9. Death Warmed Up - High Tide 10. Man In The Moon -
Village 11. Billy The Monster - The Deviants 12. Bad Words, Evil People - Skin
Alley 13. China - Cochise 14. Mona - Mick Farren 15. Hurry On Sundown - Hawkwind
16. Time Machine - Stray
Disco: 2 -
1. A Saying For Today - The Action 2. So Embarrassed - Junior's Eyes 3.
Do It - The Pink Fairies 4. Everything Over The Roof Tops - Edgar Broughton Band
5. Bath Sister - Jody Grind 6. Giants - Quintessence 7. Long Ago, Far Away -
Peter Bardens 8. Cries From The Midnight Circus - The Pretty Things 9. No Time -
Arthur Brown, Kingdom Come 10. Lord Of Light - Hawkwind 11. Police Car - Larry
Wallis 12. Louie Louie - Motörhead 13. Ejection - Robert Calvert 14. Dodgem Dude
- Michael Moorcock, Deep Fix 15. Autumn Song - Steamhammer 16. Gone In The
Morning - Quiver
Tsurubami
«Gekkyukekkaichi»
CD
Strange Attractors, € 15,50
No meio da enchurrada de
discos e projectos de KAWABATA Makoto, dos infames Acid Mothers Temple,
encontrámos um dos mais antigos: Tsurubami. Confessamos que foi com alguma
sorte, porque nos imensos projectos do guru psicadélico, este é um que é
efectivamente distinto das abordagens que costuma fazer. Apanhamo-lo numa fase
de transição para uma guitarra mais singela ( a que usa com 5 pedais de delay e
3 de reverb, ou vice-versa ) como a dos álbuns a solo «We don't Know Where We
Came From» e «O Si Amos A Sighire A Essere Duas Umbras», e é acompanhado por Emi
Nobuko na bateria e Higashi Hiroshi no baixo.
A agenda da banda é distante do delírio dos Mothers Temple - não há solos nem
guinchos epifânicos; estamos num território de rumble & thunder, improviso
exploratório em duelos de baixo e bateria rarefeitos pelos acordes destilados na
guitarra com um arco, sucedido por hiatos minimais que se resolvem em crescendos
estranhamente anti-climáticos.
Por momentos, esquece-se a histeria da história dos Acid Mothers, embarcando
numa respeitosa investida no que há de conciso, depurado, e singelo no rock
transcendente.