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      UPD 20070528   info@ananana.pt
         
           
     

O projecto AnAnAnA existe desde 1990. Em 1993 surgiu a primeira edição em disco com o objectivo principal de documentar a produção recente no âmbito da nova música portuguesa. Actualmente a arrumação das suas referências faz-se através de três secções: 'AnAnAnA' (onde cabem as edições em formato longo dos artistas nacionais), NON (abreviatura de 'not only national'; abrange obras de músicos estrangeiros e/ou em colaboração com artistas nacionais) e FICTA (obras com tempo inferior a 22 minutos). Ainda existe a secção Especial, que vai recolhendo obras que tenham tido produção executiva
da AnAnAnA.

[...] A AnAnAnA é pioneira na edição e distribuição, em Portugal e no estrangeiro, da música portuguesa 'de arte', que se pratica à margem das tendências musicais organizadas, sejam a música 'clássica' contemporânea, a electroacústica, o jazz ou o rock. A editora dispõe de uma loja própria e de um sistema de venda por encomenda postal. A AnAnAnA estreou em disco criações de Rafael Toral e
Manuel M. Mota e editou consagrados da música experimental portuguesa, como Carlos Zíngaro e os
Telectu. A AnAnAnA é pioneira por ter tornado 'visível' uma realidade musical alternativa que em Portugal era difusa ou, mesmo, praticamente inexistente. RUI EDUARDO PAES (jornalista escritor e crítico de música)

           
 

 
[...]Todavia, O futuro só se diz em particular é um álbum/trabalho de pesquisa que não merece o esquecimento, porque avançar no tempo exige, por vezes, reflectir sobre o que está para trás e porque da comunhão entre o passado e o presente pode nascer algo de muito grande. Não é pioneiro (os Balla e os Belle Chase Hotel por vezes movem-se nestas águas), mas é original no modo como se manifesta – ora sarcastica, ora exoticamente. Só por isso já merecia um lugar digno e asseado na prateleira de álbuns editados em território nacional na recta final de 2003. BODYSPACE.NET
           
 

 
[...] Colagens, electrónica desconstrutivista e dissecação de canções que não chegam a sê-lo, confluem num compartimento onde a desarrumação sonora é apenas aparente. A estética Recommended espreita, os desarranjos psicológicos de uns Biota, idem, mas quando o swing electrónico de um tema como «Allo...» funciona em pleno, são os melhores Negativland ou os actuais brincalhões da A-Musik que deitam a cabeça de fora, enquanto em «Partypooper» nem Frank Zappa faria melhor. (…) Um dos casos mais sérios e originais da nova música portuguesa. PÚBLICO
           
 

 
[...]
           
 

 
[...] Emídio Buchinho é essencialmente um músico ambiental e muitas das peças que reuniu neste seu primeiro trabalho são aquilo a que se vai chamando de 'soundscapes', paisagens musicais indutoras de estados de espírito ou criadoras de atmosferas. Brian Eno, Jon Hassel, Michael Brook, David Torn são as referências implícitas da sua música, ainda que nunca procure segui-los. Antes pelo contrário: a sua incessante busca de novas soluções leva-o a distanciar-se de legados mais definíveis. in MONITOR
 

 
O grupo Kromleqs é um trio de multi-instrumentistas. Carlos Andrade, Paulo Sérgio e Filipe Leote. O disco é composto por 50 temas que, em média raramente ultrapassam um minuto. As guitarras tomam a primazia, temperadas pela electrónica variada, sobretudo a percussão. o disco parece esboçar a cada momento o protótipo de canções pop que se antevêem, mas que nunca se concretizam. Um humor subtil e variado em cada um destes 50 temas, apesar dos mesmos serem todos instrumentais. O que mais seduz no disco de estreia dos Kromleqs é a capacidade de evitar totalmente a monotonia. O disco oscila entre os instrumentais pseudo-pop, os puros divertimentos electrónicos e as danças de salão prefiguradas num easy-listening de boa cepa. O cuidado colocado em cada fragmento, numa diversidade quase infinita, é o melhor sinal de que estamos em presença de um dos mais estimulantes e atraentes discos editados em Portugal nos últimos tempos.
           
 

 
Compositor, arranjador, director e trompetista. Assume-se simples jazzman e isso, diz ele, ´nem sempre é fácil'. Nasceu em 1961, em Paris. Viveu no Brasil e em França até radicar-se em Portugal nos anos oitenta. Precisamente em 1984, iniciou a sua actividade com os Moeda Noise. Praticantes de um rock-jazz ambiental por vezes violento, realizaram dezenas de concertos pelo país, não deixando, porém, registos (oficiais) gravados; extinguiram-se em 1986. Desde então Sei Miguel, sob seu nome, dirige formações de geometria variável e, facto a assinalar, tem um corpo de obra editado: Breaker (1988); Songs Against Love and Terrorism (1989); The Blue Record (1990); The Portuguese Man Of War (1993); Showtime (1996).
[...] Seja ou não fruto do momento, nada em ´Token' parece resultar do acaso ou da espontaneidade. Nesta medida, é menos um trabalho sobre o ´eterno presente' da improvisação do que a congelação de formas que, paradoxalmente, nascem do jazz. Dos blues ao free, passando pelo bebop. «Token» não transcende o tempo, mas tira-lhe as medidas. in PÚBLICO